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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Coreia do Norte: Americano preso por entrar ilegalmente no país

Autoridades da Coreia do Norte confirmaram a detenção de um elemento de cidadania estadunidense que adentrou ilegalmente no território do país.


O cidadão chama-se Robert Park, supostamente, sua intenção de entrar no país era a de entregar uma carta ao presidente da Coreia do Norte, Kim Jong Il.
A carta insistia para que Kim aceitasse a salvação de Jesus Cristo, renunciasse ao cargo, libertasse todos os presos e abrisse as fronteiras do país.




           Park (foto da Associated Press)



Segundo informações de sites americanos, Park é missionário evangélico e, de acordo com amigos, teve a revelação da salvação da Coreia do Norte pelo sangue de cristo.


             Park pregando (Foto da CNN)


O governo dos Estados Unidos demorou para reconhecer que havia um cidadão seu nesta situação (procedimento comum para com espiões, diga-se de passagem). No entanto, nas últimas horas, a embaixada da Suécia em Pyongyang foi contatada para cuidar do caso do sujeito.
Como os EUA não têm embaixada na Coreia do Norte, por conta da falta de relações diplomáticas, o país escandinavo cuida de seus interesses por lá.

Ao que tudo indica, trata-se de um fanático religioso que tentou entrar ilegalmente em um país soberano, ponto final. Que se faça valer a lei do país.

E os grandes meios de comunicação abordam o assunto de uma maneira completamente ridícula, falando coisas como "a brutalidade do país comunista é capaz até mesmo de encarcerar uma pessoa desarmada que tenta adentrar em seu território com uma carta em mãos".
Daqui a pouco Robert Park vira mártir.



Queria ver o que aconteceria a um norte-coreano (ou a qualquer cidadão do mundo) se este tentasse trespassar as fronteiras dos EUA de maneira ilegal com uma cartinha a Barack Obama para que aceite Jesus, renuncie e liberte os presos de Guantánamo.

Na Práxis
Com informações de Associated Press, France Presse,  China Daily e KCNA


Veja o que já publiquei aqui sobre a Coreia do Norte

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fugiu da Coreia do Sul para a Coreia do Norte

Kang Dong-rim, tem 30 anos, é sul-coreano. Trabalhou numa fábrica de semi-condutores da Samsung e agora trabalhava numa empresa agrícola.

Há poucos dias, conseguiu cruzar a fronteira, desertou da Coreia do Sul para a Coreia do Norte. 
Segundo a agência de notícias norte-coreana KCNA, Kang, há tempos, pensava em viver na Coreia do Norte.
Apesar da escandalização por parte da imprensa ocidental(e do silêncio por parte da Coreia do Sul), não é raro gente do Sul "desertar" para o norte.
Tem até desertores americanos da época da guerra na península vivendo por lá.


Um dos casos é o de John Dresnok, bem documentado pela Al Jazeera:
 

 

E pela CBS também. 





Essa é mais uma das peculiaridades do regime norte-coreano; um estado de economia planificada, de modelo stalinista, onde o governo funciona através da manutenção de uma dinastia iniciada por Kim Il Sung, o homem que liderou a libertação nacional após séculos de domínio japonês e de outros impérios.
É pródigo em receber cidadãos do lado capitalista da península.
Tem milhares de pessoas que trabalham na Rússia e na China e que retornam normalmente à Coréia do Norte para ver a família, ou quando largam do emprego.

  • A Coréia do Norte é tão ou mais bloqueada economicamente que Cuba.
  • A Coréia do Norte sofre sabotagens e espionagens constantes assim como Cuba.


Apesar de toda campanha demonizadora da mídia, é bom despir-se de preconceitos ao se fazer uma análise da experiência norte-coreana.
Principalmente os militantes de esquerda, afinal,  quando chegar o dia em que o modo de produção socialista for predominante, será que ele será igualzinho em todas as regiões do mundo???
Há que se respeitar a escolha de cada povo, e também as diferenças culturais, fora isso, socialismo não é receita de bolo.

NA PRÁXIS, com informações de Al Jazeera, CBS e Reuters.