sexta-feira, 14 de junho de 2013
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Ricardo Antunes no Roda Viva de hoje
O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (3), às 22h, o sociólogo Ricardo Antunes, pesquisador das novas formas de trabalho no mundo capitalista contemporâneo.
Com as mudanças que vão desde a terceirização de serviços, o aumento na procura pelos concursos públicos, a contratação de pessoas jurídicas, o trabalho por tarefa até o uso de celulares e e-mails no trabalho, Antunes analisará as transformações ocorridas nesse universo e suas implicações.
O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (3) o sociólogo Ricardo Antunes,
cujos estudos se direcionam para o tema trabalho e suas novas formas de
relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. O programa da TV
Cultura vai ao ar às 22h.
Com as mudanças relativamente recentes
no sistema de trabalho, que vão desde a terceirização de serviços, o
aumento na procura pelos concursos públicos, a contratação de Pessoas
Jurídicas, o trabalho por tarefa até o uso de celulares e e-mails no
trabalho, Antunes deve analisar as transformações ocorridas nesse
universo e as consequentes implicações nos planos social e político.
Ricardo
Antunes é professor titular de sociologia do trabalho na Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador da coleção Mundo do
Trabalho, da Boitempo Editorial. É autor dos livros O continente do labor, Os sentidos do trabalho e O caracol e sua concha, e coorganizador de Infoproletários,
Riqueza e miséria do trabalho no Brasil, Neoliberalismo, trabalho e
sindicatos e Lukács: um Galileu no século XX.
Em outubro, Antunes lançará o livro Riqueza e miséria do trabalho no Brasil II.
Este segundo volume aprofunda uma investigação empírica e coletiva em
diversos setores da economia brasileira intitulada “Para onde vai o
mundo do trabalho: as formas diferenciadas da reestruturação produtiva
no Brasil”. Junto com um grupo de pesquisadores e autores como Pietro
Basso, Sadi Dal Rosso, Graça Druck, Henrique Amorim, Frederico Lisboa
Romão, Geraldo Augusto Pinto, Aparecida Neri de Souza, Simone Wolff,
Vera Lúcia Navarro, António Thomaz Júnior, Andreia Galvão e Edilson José
Gracioll e Jair Batista da Silva, entre outros, o organizador traça um
panorama atual e do futuro do trabalho no País, refletindo algumas
dimensões essenciais em seu processo de reestruturação no Brasil
contemporâneo.
A maioria dos setores ou ramos pesquisados
(petroquímico, aeronáutico, agronegócio, entre outros) foi
correlacionada a exemplos de outros países, inserindo no movimento
interno os traços e as marcas de uma ordem acentuadamente global na nova
divisão internacional do trabalho.
Apresentado pelo jornalista
Mario Sergio Conti, o Roda Viva conta, nesta edição, com os seguintes
entrevistadores convidados: Liliana Segnini (professora titular em
Sociologia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas); Leny Sato
(professora titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo); Eleonora de Lucena (repórter especial do jornal Folha de S.
Paulo); Mônica Manir (editora do Caderno Aliás do jornal O Estado de S.
Paulo); Alexandre Teixeira (jornalista e escritor). O Roda Viva também
conta com a participação do cartunista Paulo Caruso.
Fonte: Carta Maior
Fonte: Carta Maior
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Hoje na História: 1921 - Lenin instaura a Nova Política Econômica
Em 12 de março de 1921, Lenin surpreende os membros de seu partido ao anunciar a NEP – Nova Política Econômica.
Após a conquista do poder em outubro de 1917, Lenin teve de combater de uma só vez os partidários do czar deposto, os nacionalistas, os sociais-democratas, o Exército Branco e a intervenção militar de 13 países. Por isso, instaurou o que convencionou-se de comunismo de guerra.
Suprimindo a moeda e o comércio interior, impôs requisições in natura aos camponeses. A isto se seguiu uma aguda crise alimentar e uma queda sem precedentes da atividade econômica.
Em 28 de frevereiro de 1921, os marinheiros da cidadela de Kronstadt se revoltam em nome da democracia e do socialismo e são massacrados por tropas do Exército Vermelho sob ordens de Trotski.
Em seu relatório de março de 1921 ao 10º Congresso do Partido Comunista, Lenin reconhece: "os fatos estão aí. A Rússia está ameaçada pela fome. Todo o sistema do comunismo de guerra entrou em colisão com os interesses do campesinato (...) Nós não avançamos muito na nacionalização do comércio e da indústria, no congelamento das trocas locais. É possível restabelecer em certa medida a liberdade do comércio? Sim, é possível. É uma questão de medida. Podemos dar um passo atrás sem destruir por isso a ditadura do proletariado".
Com a oposição de Trotski, Lenin consegue apoio político para dar um pouco de liberdade aos camponeses, aos comerciantes e aos pequenos empresários. Em 16 de março, o Congresso aprova o relatório de Lenin.
O Estado permanece proprietário da terra e dos meios de produção, mantém o controle dos bancos, dos transportes e do comércio exterior e reagrupa as grandes indústrias nacionalizadas no seio dos seus conglomerados sistematicamente favorecidos pelos investimentos públicos.
Ao lado desse setor estatal, a NEP autorizou a abertura de um setor privado, restabelecendo a liberdade do comércio interior. Os camponeses foram os primeiros beneficiários da reforma. O fim das requisições e a reforma tributária no sentido de um único imposto anual in natura os encorajaram a vender o excedente.
De resto, um código agrário editado no ano seguinte permitiu às comunas rurais redistribuir as terras e determinar o modo de exploração que otimizasse o rendimento.
Ao desejar melhorar as condições de vida da população, a indústria pesada à indústria ligeira. Em 17 de julho de 1921, as empresas com menos de vinte trabalhadores são desnacionalizadas. Os revolucionários chegam a apelar aos capitalistas, instaurando em 13 de março de 1922 sociedades de capital misto.
Um pouco mais tarde, o próprio setor público renuncia à igualdade dos salários nas grandes fábricas e restaura uma hierarquia baseada na competência. Ao restaurar parcialmente a economia de mercado, a NEP iria consolidar o poder leninista. Seu êxito seria espetacular.
Camponeses, comerciantes e pequenos empresários retomam gosto ao trabalho e ao intercâmbio. O desemprego é reabsorvido. Além do mais, os comunistas russos ganham a confiança dos capitalistas norte-americanos. Capital e tecnologia ocidental são investidos na «pátria do comunismo real» para construir e reformar a infra-estrutura.
Em 1926, a produção industrial já ultrapassava em 8% o nível anterior à Primeira Grande Guerra. A produção agrícola recuperaria esse nível em 1928. Muitos dirigentes, entre os quais Trotski, passaram a temer que a NEP, em virtude de seu sucesso, favorecesse o surgimento nas cidades e no campo de uma nova burguesia capaz de derrocar o regime comunista.
É verdade que os kulaks, apelido dado aos camponeses ricos, representavam apenas um quarto da população agrícola. Na cidade, os nepmen, empresários que souberam tirar partido da NEP, poderiam minar os fundamentos da ditadura do proletariado.
Stalin, ao ser conduzido à liderança do partido, diante do quadro político que se desenhava na Europa, passa a defender o rápido crescimento industrial do país. Lança em 1º de outubro de 1928 o primeiro Plano Quinquenal (1928-1933) para tentar aproximar-se definitivamente dos países capitalistas.
O plano previa o predomínio do Estado sobre todas as atividades econômicas, inclusive a agricultura. As terras deveriam ser colonizadas sob a forma de cooperativas gigantes, os kolkhozes, e de grandes fazendas modelos, os sovkhozes. Em 6 de janeiro de 1930, um decreto oficializa o fim da NEP.
A coletivização forçada, com o objetivo de garantir a alimentação dos grandes contingentes de trabalhadores industriais, provocou a resistência de boa parte do campesinato, levando a uma abrupta baixa de produção e em consequência uma terrível crise alimentar.
Para quem quiser saber mais acerca da elaboração do líder bolchevique, o Blog Na Praxis recomenda o diretório dele no sítio Marxists:
http://marxists.org/portugues/lenin/index.htm
Para quem quiser saber mais acerca da elaboração do líder bolchevique, o Blog Na Praxis recomenda o diretório dele no sítio Marxists:
http://marxists.org/portugues/lenin/index.htm
Fonte: Opera Mundi e Marxists.org
sexta-feira, 9 de março de 2012
Deputado Pepe Vargas vai assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário
O deputado Pepe Vargas será o novo ministro do Desenvolvimento Agrário, informou hoje (9), em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República. Ele substituirá Afonso Florence, que voltará à Câmara dos Deputados. Segundo a nota, Florence conduziu “com dedicação e eficiência ações que fortaleceram a agricultura familiar e contribuíram para a redução da pobreza e da inclusão social”.
“A presidenta deseja boa sorte ao deputado Pepe Vargas, certa de que ele exercerá as novas funções com o mesmo empenho e compromisso que têm caracterizado sua vida pública.”
A data da cerimônia de posse ainda não foi marcada.
Fonte: Blog do Planalto
O DNA socialista e revolucionário do 8 de março
O DNA socialista e revolucionário do 8 de março
Vanessa Gil*
Com a proximidade do Dia internacional da Mulher somos bombardeadas (os) com imagens de mulheres reproduzindo os papéis que lhes foram impostos nos espaços privados: mãe, esposa e filha. Na mídia, as propagandas e anúncios dão a impressão de que quase todos poderiam ser reaproveitados para as comemorações do Dia das Mães. No espaço público é valorizada pelas qualidades que adquiriu nos cuidados com a família: a trabalhadora é sensível como as mães, organizada como as donas de casa e assim por diante. Mas esse ideal da mulher cuidadora em nada reflete os reais fatos que levaram ao oitavo dia de março ser dedicado às mulheres. A data foi escolhida por ter sido nela em que as mulheres russas iniciaram aquela que seria, com seus equívocos e acertos, a maior revolução do século 20.
O papel das mulheres na Revolução 1917 foi apagado da história. Durante quase um século tivemos como referência, para o inicio das comemorações do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulheres, o incêndio ocorrido nos Estados Unidos onde trabalhadoras de uma indústria têxtil morreram queimadas. Tal fato realmente ocorreu, mas nada há de ligação entre esse triste dia e o início das comemorações.
A partir de novas pesquisas, sabemos que unificar as comemorações do Dia Internacional da Mulher em 8 de março foi proposto na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague, em 1910. Anteriormente, sem dia definido, acontecia em diferentes datas ao redor do mundo. Foram as mulheres russas que fizeram do oito de março um dia tão marcante, conforme conta Trotsky:
“O dia 23 de fevereiro (8 de março no calendário russo, orientado pelo calendário juliano) era o Dia Internacional da Mulher. Os círculos da social-democracia tencionavam festejá-lo segundo as normas tradicionais: reuniões, discursos, manifestos. Na véspera, ainda ninguém poderia supor que o Dia da Mulher pudesse inaugurar a Revolução. Nenhuma organização preconizara greves para aquele dia, tal foi a linha preconizada pelo Comitê na véspera do dia 23, e parecia ter sido aceita por todos. No dia seguinte, pela manhã apesar de todas as determinações, as operárias têxteis de diversas fábricas abandonaram o trabalho e enviaram delegadas aos metalúrgicos, solicitando-lhes que apoiassem a greve. Foi contra a vontade, escreve Kayurov, que os bolcheviques entraram na greve, secundados pelos operários mencheviques e socialistas-revolucionários. Visto tratar-se de uma greve de massas, não havia outro remédio senão fazer com que todos descessem rua e tomar a frente do movimento. Ninguém, absolutamente ninguém, supunha que o dia 23 de fevereiro marcaria o início de uma assalto decisivo contra o absolutismo.” (Gonzalez, 2010, p.55)
Ou seja, foi o protesto e a organização das mulheres contra a guerra que tirava a vida de seus filhos e maridos, aumentava a escassez de alimentos, a fome e o descaso do governo czarista, que levou em dois dias mais de 190 mil mulheres às ruas em Petrogrado. A partir das suas reivindicações, da força de seu protesto, surgiu vitoriosa a Revolução Russa. E como afirma a pesquisadora Ana Isabel Álvarez Gonzalez:
“Foi para relembrar a ação das mulheres na história da Revolução Russa que o Dia Internacional das Mulheres passou a ser comemorado de forma unificada no dia 8 de março. A decisão de unificação da data foi tomada na Conferência de Mulheres Comunistas, coincidindo com o congresso da Terceira Internacional, realizado em Moscou em 1921...” (2010, p. 15)
Sendo a história escrita até hoje pelas mãos dos vencedores, a luta das mulheres nas trincheiras desapareceu. Pouco se fala sobre seu papel na Comuna de Paris, poucos sabem das Marianas, nome dado ao pelotão de mulheres que venceu ao lado de Che Guevara e Fidel Castro, em Cuba. A história apagou a luta feminina do cenário oficial. Mas ela existiu, existe e sempre existirá, uma vez que é improvável que, sendo metade da população mundial, não exista em parte alguma vozes e consciências femininas a reivindicar o reconhecimento de seu protagonismo, sua autonomia, sua liberdade, sua história.
Inventar novas versões para a fatos históricos é, desde muito, umas das principais formas para perpetuar a dominação. Desvendá-los é a melhor forma de rompê-la. Por isso devemos sempre voltar a falar das origens do oito de março.
Vanessa Gil é socióloga, pós-graduada em Pensamento Marxista.
Referência: As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Ana Isabel Álvarez González. São Paulo: Expressão Popular ‐ SOF ‐ Sempreviva Organização Feminista, 2010.
Original em: http://www.raulpont.com.br/blog
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Altamiro Borges: Serra e os factóides contra Cuba
Depois da campanha fascistóide de 2010, nada mais surpreende em José Serra. Nesta semana, ele publicou um artigo raivoso e mentiroso contra Cuba, somando-se ao coro da mídia colonizada com os seus intermináveis factóides. Logo de cara, Serra afirma:
“A presidente Dilma esteve em Cuba e não quis fazer nenhum gesto em defesa dos direitos humanos na ilha... Note-se que pouco antes da visita morrera um prisioneiro político cubano que fazia greve de fome. Infelizmente, apesar das promessas de mudança, em matéria de direitos humanos o atual governo manteve-se na linha do anterior, de aliança fraterna com ditaduras e ditadores”.
A farsa desmascarada
O tal “prisioneiro político” a que Serra se refere é Wilman Villar, falecido poucos dias antes da chegada da presidenta brasileira à ilha. Na verdade, esse cubano, detido em julho de 2011, nunca foi preso por motivos políticos ou por ser mais um “dissidente” apoiado pelos EUA e pela máfia de gusanos (vermes) de Miami. A própria mídia imperial sabe disso, tanto que recuou no factóide.
Segundo a Associated Press, até “a viúva do cubano morto depois de uma suposta (sic) greve de fome em prisão reconheceu que os problemas legais de seu marido começaram após um incidente doméstico... Maritza Pelegrino disse que seu esposo, o falecido Wilman Villar, foi preso depois que sua própria mãe alertou os vizinhos e a polícia em julho de 2011 por uma disputa conjugal”.
Oportunismo dos "dissidentes"
Em entrevista à imprensa internacional, a viúva, que reside em Cuba e hoje é paparicada por grupos dissidentes, bem que tentou se aproveitar do minuto de fama. Afirmou que, depois de preso, Villar virou um ativo oposicionista do regime cubano. Estranho! Afirmou, também, que a briga com o marido “não foi tão séria”. Será, então, que a sua mãe é que uma agente “castrista”?
Villar faleceu em 19 de janeiro depois de passar uma semana internado num hospital da cidade de Santiago, a 800 quilômetros de Havana. Segundo o governo, ele nunca fez greve de fome e faleceu por problemas respiratórios. Ele foi condenado a quatro anos de prisão por agredir violentamente a sua esposa e por resistir à ordem de prisão. Ele nunca teve qualquer militância política.
Tucano vira papagaio dos EUA
Segundo a agora também “dissidente” Maritza Pelegrino, até ser preso, aos 31 anos, “ele não havia realizado atividades políticas opositoras e trabalhava como carpinteiro”. Sua “militância” só teve início após a condenação judicial, a partir das visitas de grupos dissidentes ao presídio. Em outras palavras, eles “adotaram” um preso comum por motivos políticos. Puro oportunismo!
O mesmo oportunismo que leva o tucano José Serra, novo ícone da direita nativa, a mentir para fazer oposição à política externa do governo brasileiro. No mesmo artigo, o candidato derrotado do PSDB também faz altos elogios à política de direitos humanos do ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter. Mas não fala uma vírgula sobre as aberrações patrocinadas pelo império.
Ele não menciona as cruéis torturas executadas na base militar ianque de Guantánamo e amplamente documentadas. Não critica a política expansionista e genocida dos EUA no Iraque, Afeganistão e outras partes do mundo. Não cita sequer as recentes prisões de centenas de estadunidenses que participam do movimento “Ocupe Wall Street”. Serra ama os EUA e detesta Cuba!
Sobre direitos humanos, o tucano Serra cumpre o papel ridículo de papagaio dos EUA. Para ele, é bem apropriado o editorial do jornal “Granma”, traduzido pelo amigo Max Altman. “É impressionante a hipocrisia dos porta-vozes dos Estados Unidos, país que ostenta um pobre recorde em matéria de direitos humanos, tanto dentro de seu território como no mundo”. Vale citar alguns trechos:
*****
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas reconheceu que nesse país ocorrem diariamente graves violações em matéria dos direitos da mulher, o tráfico de pessoas, a discriminação racial e contra minorias étnicas, as condições inumanas nas prisões, o desamparo dos reclusos, um padrão racial diferenciado e os freqüentes erros judiciais na imposição da pena de morte, a execução de menores e enfermos mentais, os abusos do sistema de detenção migratório, as mortes na militarizada fronteira sul, os atos atrozes contra a dignidade humana e os assassinatos de vítimas inocentes da população civil por parte dos efetivos do exército estadunidense no Iraque, Afeganistão, Paquistão e outros países, e as detenções arbitrárias e torturas perpetradas no ilegal centro de detenção da Base Naval de Guantánamo que usurpa nosso território.
O mundo acaba de saber que em novembro de 2011 três pessoas nos Estados Unidos morreram em meio a uma greve de fome maciça de prisioneiros na Califórnia. Segundo os testemunhos dos presos alojados em celas vizinhas, os guardas não lhes ofereceram qualquer assistência e inclusive ignoraram deliberadamente seus gritos de auxílio, diferentemente de sua prática de submeter os grevistas à alimentação forçada. Semanas antes, havia sido executado o afro-americano Troy Davis apesar da copiosa evidência que demonstrava o erro judicial, sem que a Casa Branca nem o Departamento de Estado fizessem algo.
Nos Estados Unidos, 90 prisioneiros foram executados desde janeiro de 2010 até os nossos dias, enquanto outros 3.222 réus esperam a execução no ‘corredor da morte’. Seu governo reprime assiduamente com brutalidade aqueles que se atrevem a denunciar a injustiça do sistema.
(...)
Os fatos falam mais que as palavras. As campanhas anticubanas não causarão estragos na revolução cubana nem em seu povo, que continuará aperfeiçoando seu socialismo.
A verdade de Cuba é a do país onde o ser humano é o mais valioso: uma esperança de vida ao nascer de 77.9 anos em média; uma cobertura de saúde gratuita para todo seu povo; um índice de mortalidade infantil de 4.9 por cada mil nascidos vivos, cifra que supera os padrões norte-americanos e é a mais baixa do continente, ligeiramente inferior a do Canadá; toda uma população alfabetizada e com pleno acesso a todos os níveis de educação de maneira gratuita; 96% de participação nas eleições gerais de 2008, um processo democrático de discussão das linhas gerais econômicas e sociais, previamente ao VI Congresso do Partido.
A verdade de Cuba é a do país que levou suas universidades e escolas aos centros penitenciários, em que os reclusos foram oportuna e imparcialmente julgados, recebem salário igual por seu trabalho e dispõem de elevados níveis de atenção médica sem distinção de raça, sexo, credo nem origem social.
Ficará outra vez demonstrado que a mentira, por muitas vezes que se a repita, não necessariamente se converte em verdade, porque "um princípio justo, desde o fundo de uma cova, pode mais que um exército".
Fonte: Blog do Miro
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