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sábado, 1 de maio de 2010

Tecelões da Silésia

Sem nos olhos sombrios terem lágrimas,
êles movem o tear, rangendo os dentes:
- Alemanha, tecemos-te a mortalha,
lançando contra ti três maldições.


Tecemos, tecemos.




Maldição para o Deus ao qual rezamos
no frio inverno e em meio da miséria.
Esperamos em vão o seu socorro.
A todos iludiu, zombou de todos.


Tecemos, tecemos.


Maldição para o rei que é só dos ricos,
que a pobreza despreza altivamente,
arrancando nossa última moeda,
e, como cães, nos manda fuzilar!


Tecemos, tecemos.


Maldição para a pátria que nos trai,
e com suas infâmias nos humilha,
onde as flôres fenecem muito cedo,
e a podridão os vermes, alimenta.


Tecemos, tecemos.


Voa a naveta. O tear está rangendo.
Tecemos sem parar, velha Alemanha,
tua negra mortalha, noite e dia,


lançando contra ti três maldições!


Tecemos, tecemos.

Heinrich Heine

Poema ao ciberproletariado


Em homenagem aos que podemos chamar de ciberproletariado...
A Rotina do Trabalhaor

Logo pela manhã,

Os raios do sol estão apostos.
O andar já se começa rápido,
Para acompanhar o andar do dia.
O trânsito está super lotado,
O elevador já está quebrado.
A mesa lotada de papéis,
As reuniões logo começam.
Anda para lá, volta para cá,
Corre e resolve os problemas.
O celular não para de tocar,
O telefone da mesa insiste em gritar.
E ainda tem muitos e-mails à chegar.
Hora do almoço chegou,
Descanço por algum momento.
Sabendo que pouco depois,
Tudo isso vai virar um tormento.
Os telefones não param,
Os e-mails duplicam.
Que tarde ensolarada,
A praia está bonita.
Da janela do trabalho,
Vejo as pessoas lá fora.
Sorrindo, sem preocupação,
E vendo o dia ir embora.
Passa o dia, passa à hora,
Não vejo a hora de ir embora.
Minha casa, meu chuveiro,
Um bom banho e caio no travesseiro.

Escrito por Paloma Stella