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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pós-Graduação: O Pensamento Marxista Clássico e a Atualidade - Inscrições até amanhã

Último aviso:

 


Enquanto outras entidades e correntes de pensamento aderiram ao sindicalismo de resultados, e, do ponto de vista teórico, não conseguem avançar além do keynesianismo, o SindBancários de Porto Alegre aproxima a academia do movimento e disponibiliza  um curso de vanguarda aos seus associados e sociedade em geral.
Uma parceria entre o SindBancários e a Faculdade Porto-Alegrense (FAPA) está disponibilizando o curso de pós-graduação “O Pensamento Marxista Clássico e a Atualidade”. As inscrições, que vão até 31 de julho, podem ser realizadas no Departamento de Formação do SindBancários ou na secretaria de Pós-Graduação da FAPA (Av. Manoel Elias, 2001, sala 1201, prédio 1). Bancários sindicalizados têm desconto de 10% no valor total do curso.

A proposta é diferenciada. As análises dos textos clássicos do pensamento de Karl Marx e Friedrich Engels e seus principais herdeiros intelectuais receberão uma abordagem múltipla. Os temas que nortearão o curso são economia, política, filosofia, história, sociologia e o marxismo depois de Marx, no mundo e no Brasil. O cronograma, programa, disciplinas e outras informações podem ser encontradas aqui e aqui

O diretor de Formação do SindBancários, Ronaldo Zeni, observa que Marx está mais atual do que nunca. “Entender seus conceitos traz ao SindBancários uma oportunidade de formar uma vanguarda de esquerda capaz de intervir diretamente na realidade social. Esta é a nossa cultura", avalia Zeni.
O presidente do SindBancários, Juberlei Bacelo (D) e Ronaldo Zeni (D) fecham parceria com representante da FAPA

As aulas começam em agosto, na Casa dos Bancários, e acontecem nas segundas e quartas, das 19h20 às 22h50. Estão previstas ainda duas cadeiras na quinta à noite e no sábado, das 8h20 às 11h50. O investimento será de uma parcela, paga no ato da inscrição, mais 18 x R$ 260,40.

Matricula* – Curso de Pós Graduação "O Pensamento Marxista e a Atualidade"

> Onde:
Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424) - Centro - Porto Alegre

> Inscrições:
SindBancários (Departamento de Formação), das 11h às 13h e das 14h às 20h ou Secretaria de Pós-Graduação da FAPA (Av. Manoel Elias, 2001, sala 1201, prédio 1), das 14h às 17h e das 18h às 21h30. Até 31 de julho

> Investimento:
Uma parcela, paga no ato da inscrição, mais 18 x R$ 260,40.

> Informações:

SindBancários - Fone (51) 3433-1235 das 11h às 13h e das 14h às 20h e pelo e-mail formacao@sindbancarios.org.br 

FAPA - Fone (51) 3382.8282 das 14h às 17h e das 18 às 21h30 e e-mail pos@fapa.com.br.

Com informações de SindBancários

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Homenagem a Santo Dias da Silva

Há 30 anos era assassinado o operário Santo Dias da Silva. Sua história de vida e de morte representa a de muitos outros que ousaram lutar pela igualdade, justiça e liberdade em nosso país. Operário metalúrgico, líder sindical, militante do movimento popular, Santo Dias nasceu em 22 de fevereiro de 1942, na fazenda Paraíso, município de Terra Roxa, São Paulo. Desde ali começou sua luta. Expulso com sua família da colônia em que moravam, foi para a capital onde, como operário metalúrgico, logo se juntou às lutas de suas categoria.
Mas a situação de Santo não se ateve ao movimento operário. Militante de uma ala esquerda da Igreja Católica, era membro ativo das CEBs e dos movimentos de bairro que surgiram da ação desses grupos: lutas por transportes, escolas, melhorias na vilas de trabalhadores. Ao lado de sua companheira, Ana Maria do Carmo, liderança expressiva entre os clubes de mães, participou das coordenações do Movimento de Custo de Vida, entre 1973 e 1978. Envolveu-se, também, nas lutas dos trabalhadores rurais e do Comitê Brasileiro pela Anistia.
No ano de 1978, uma onda de greves em todo o ABC paulista e logo englobando os metalúrgicos da capital marcou forte ascensão do movimento operário. As greves impulsionaram a formações de comissões de fábrica e fortaleceram a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo. Santo Dias participou da chapa de Oposição que concorreu às eleições do sindicato em 1978.
Em agosto de 1979, depois de vários anos de intensa movimentação popular exigindo anistia aos presos políticos exilados, o governo edita a Lei de Anistia. Mas a luta por democracia , por justiça, contra a exploração não termina.
Na grande greve dos metalúrgicos de 1979, a Oposição dirige efetivamente a greve sem estar formalmente na direção do sindicato. Santo Dias é uma de suas lideranças. Os trabalhadores se organizavam por regiões da cidade, enfrentando forte repressão policial e dezeanas de prisões. No dia 30 de outubro, como parte do comando de greve, Santo Dias vai para um piquete na frente da fábrica Sylvânia onde, por ações violenta e brutal da polícia militar, é covardemente assassinado pelas costas.
Homenagem
Muitas emoções e lembranças marcaram a noite da terça-feira (27/10) na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. As mais de 100 pessoas presentes ao Auditório Franco Montoro puderam relembrar a história da militância de Santo Dias e prestar sua homenagem ao sindicalista.
O evento teve seu início às 19h, com uma apresentação musical, cujo tema das canções era a vida e a morte de Santo Dias. O MST e mais 19 entidades de movimentos sociais prestigiaram a solenidade que, além de lembrar os 30 anos da morte de Santo, tinha como objetivo homenagear importantes personalidades que dedicaram suas vidas à defesa dos direitos humanos e pela democratização do país. O MST também foi um dos homenageados.
(Com informações do CSDDH e da CUT)