quarta-feira, 21 de julho de 2010

Entrevista com DilmaBoy

"acredito que o que vale na política não é a vitória, mas a causa que se defende"


O estudante de publicidade e propaganda Paulo Reis, morador de Rio Verde - GO, virou celebridade na youtube e no Twitter por conta de seu vídeo "DilmaBoy".


Confira a entrevista que fizemos com ele:

Na Práxis: Como surgiu a idéia do vídeo?

Paulo Reis: A idéia de fazer o vídeo veio de uma pesquisa minha de como funciona os vídeos virais da internet. Primeiramente pesquisei quais eram os assuntos que receberiam mais atenção da mídia nas semanas subseqüentes. Estávamos no meio da copa, perdemos, então, por intuição e um pouco de pesquisa, conclui que as eleições receberiam a atenção devida depois de ficar um bom período, “esquecida” pela mídia de massa.



Na Práxis: Nos EUA, a campanha de Obama à presidência, além do apelo de massa, teve amplo apoio da juventude através da internet, um dos maiores exemplos disso é a Obama Girl. O DilmaBoy foi inspirado nela?

Paulo Reis: De certa forma sim, posso dizer que foi inspirado, mas sem o apelo sexual da Obama Girl que deixou o Obama visivelmente constrangido. Mas aqui no Brasil além dessa exposição pelos maiiores portais da internet do Brasil o que me chamou mais atenção é o publico jovem brasileiro esta carente de um novo formato de se fazer campanhas. Já que não é porque é um assunto sério que tem que ser tratado com certa rigidez de formato. Por que vemos que a cada dia o público jovem está mais interessado em política. E que como lição mesmo fica é que o voto é individual e cada um é responsável pelo seu voto.

Na Práxis: Esperava que o DilmaBoy virasse Hit na internet?

Paulo Reis: Confesso que quando estava criando a parodia, tudo me parecia seu uma grande brincadeira, mas só depois desses acontecimentos dos últimos dias pude notar o quanto é importante discutir política nessas novas redes sociais. O quanto o público jovem esta carente de um novo formato de se fazer campanhas. Já que não é porque é um assunto serio que tem que ser tratado com certa rigidez de formato. Por que o importante que vejo nessa exposição toda é que a cada dia mais as pessoas estão mais interessadas em política. E que como lição mesmo fica é que o voto é individual e cada um é responsável pelo seu voto.

Na Práxis: Tens noção do dano que causaste ao bloqueio midiático pró-Serra empreendido pela grande mídia?

Paulo Reis: Por mais que academicamente pregam por aí uma imparcialidade midiática, eu pessoalmente, não acredito que os meios de comunicação não sejam tendenciosos, é meio impossível ser imparcial, já que a grande fatia do bolo em publicidade no Brasil vem dos cofres públicos. Isso não fica evidente somente com a política, ou com qualquer candidato, se for pegar a história da mídia no Brasil vai ver, erros gigantes por criarem “mitos/ personagens” que após eleitos fracassam por não corresponderem ao que foi proposto inicialmente. Mas acredito que o que vale na política não é a vitória, mas a causa que se defende.

Na Práxis: É filiado ao PT?

Paulo Reis: Não tenho nenhuma relação partidária com o PT ou qualquer outro partido político, sou o que intitulam “simpatizantes”, apesar de ser agora tratado como um produto de marqueteiros do Partido dos Trabalhadores. Como se para ser político precisasse de assessoria. A única relação existente é minha admiração pela mulher e idealista que Dilma é.


Na Práxis: Como surgiu a simpatia pelo PT?

Paulo Reis: Meu voto foi duas vezes para o PT e agora nas próximas eleições tenho certeza do voto que irei digitar na urna.



Na Práxis: Como encara os xingamentos a você feitos pelos tucanos e reacionários da velha guarda na rede?

Paulo Reis: Eu não encaro esses xingamentos como sendo dos tucanos, tem uma relação bem frágil aí, já que meus vídeos e o dos que estão supostamente criticando estão lançados numa mesma plataforma, onde se destaca o melhor. Mesmo porque não tenho como indicar que as criticas veio da oposição da Dilma. E essa velha guarda da rede esta em apuros, não se sabe o que fazer com esse novo formato de mídia e de como os jovens aprenderam a usá-la a seu favor. Essa velha guarda veio de outros meios engessados, onde a chance de feedback era mínima, até remota. Agora não, é uma via de mão dupla em tempo real. Por isso não ligo com criticas ou xingamentos, afinal seria meio esquisito eu tirar onda com o Serra e me sentir no direito de me ofender com os outros. Isso é democracia, fala o que quer e ouve o que lhe é direito.

Na Práxis: Em caso de vitória, o que espera do governo Dilma?



Paulo Reis: Estabilidade. Em nossa estória recente vimos que quando um governo diz que vai mudar tudo a coisa desanda. A máquina emperra. E todos têm consciência que estamos “bem” pela seqüência de projetos que herdamos bem antes da chamada “supremacia Lula”.

Na Práxis: Em quais pontos o governo Dilma poderia avançar em relação ao governo Lula?

Paulo Reis: O que o Brasil precisa urgentemente é investir em infra-estrutura e principalmente qualificação. Infra-estrutura gera riquezas e qualificação o conhecimento e por conseqüência pessoas instruídas levam a um status superior da democracia com reconhecimento das chamadas “minorias” e por conseqüência sua valorização e ascensão social.

5 comentários:

  1. Olá Chico, muito legal a entrevista,além do apoio a Dilma o entrevistado esclarece sobre o uso de várias mídias, é isso aí, este será o caminho para uma mídia independente e autônoma.
    P.S. A paródia está excelente.
    Abraços


    Denise

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  3. adorei!mt bom ver a consciência e a atitude desse rapaz!dá ânimo!
    E ESTABILIDADE é tb o minimo que eu espero do Governo Dilma!

    Francisco,gostaria de postar essa entrevista no meu blog. com a sua devida permissão.pode ser?

    PAZ!

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