segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Filho e sucessor político de Kadafi aparece nas ruas de Trípoli e dá entrevistas à mídia internacional

Mais uma barrigada do PIG internacional: Saif Al Islam, que supostamente estaria preso e para ser deportado para Haia, aparece nas ruas da capital Líbia... A qual estaria sob controle, quase que total, dos tais "rebeldes"


Contrarrevolucionários alegam controlar 95% de Trípoli

Dois dias depois da entrada em Trípoli dos contrarrevolucionários apoiados pelo imperialismo, o exército líbio detém o controle de "pequenas" áreas da cidade, de acordo com informações divulgadas pelos representantes das forças amotinadas. Já os rebeldes estariam presentes em 95% de toda a cidade.

Ao mesmo tempo em que se discute o que fazer com o presidente Muamar Kadafi no momento em que ele for encontrado pelas forças leais ao Ocidente, os líderes das nações que insuflaram o conflito reconhecem seus fantoches como os novos governantes do Estado norte-africano rico em petróleo.

Em uma coletiva concedida nesta segunda-feira em Benghazi, epicentro dos protestos e reduto opositor localizado no leste do país, o chefe do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdul Jalil, confirmou que a região de Bab al-Aziziya – área onde Kadafi estaria resistindo – e as áreas ao redor do complexo ainda não estão sob controle da oposição em Trípoli.

"Não podemos dizer que os rebeldes detêm o controle completo (da capital)", disse, acrescentando que "o real momento da vitória será quando Kadafi for capturado". De acordo com o representante do CNT no Reino Unido, Mahmoud Nacua, a oposição controlaria "95% da capital", sem oferecer no entanto qualquer evidência para isso, já que as forças amotinadas não superariam em número as tropas regulares do exército líbio.

Guerra de mentiras

O chefe do CNT confirmou a prisão no domingo de dois filhos de Kadafi: Saif al-Islam e Mohammed. Só que a TV Al-Arabiya anunciou que o terceiro filho de Kadafi, Saadi, cuja prisão havia sido anunciada no domingo, foi preso na verdade nesta segunda-feira. Mais tarde, a Al-Jazira informou que o exército ajudou Mohammed, o filho mais velho, a escapar da prisão domiciliar em que era mantido.

Os soldados do exército invadiram o lugar em que ele era mantido prisioneiro e o libertaram após confrontos com os amotinados, disse a emissora catariana.

Potências do Ocidente pressionam o líder líbio para que aceite sua derrubada depois de seis meses de guerra civil. "Muamar Kadafi e seu regime precisam reconhecer que seu governo chegou ao fim", trombeteou o presidente Barack Obama na noite de domingo.

Abdul Jalil, um dos chefes do CNT, disse que a "era Kadafi acabou", afirmando esperar que ele seja capturado "vivo". "A era Kadafi acabou", declarou, acrescentando que ele terá um julgamento justo. "Mas não tenho ideia de como se defenderá dos crimes que cometeu contra a população líbia e o mundo."

Ex-ministro da Justiça do regime Kadafi, Abdul Jalil desertou para o lado dos rebeldes em fevereiro, se tornando num piscar de olhos em um líder do conselho de transição. Hoje, está "cotado" pelo Ocidente como um dos homens-chave em um "futuro governo" do país.

Venezuela pede solução pacífica

Ao mesmo tempo em que as bombas da Otan assassinavam pessoas na Líbia, a Venezuela renovava sua convocação pela paz. "Peçamos a deus pelo povo líbio e povos do mundo: paz para o mundo!", conclamou neste domingo (22) o presidente Hugo Chávez, que propõe à comunidade internacional uma saída pacífica ao conflito.

Chávez qualificou de massacre a intervenção dos Estados Unidos e alguns países europeus, que apoiam política e militarmente as forças rebeldes.

"Falsos democratas estão demolindo Trípoli com bombas que caem de maneira descarada e aberta em escolas, hospitais, casas, centros de trabalho, fábricas e campos agrícolas", advertiu ontem no Palácio de Miraflores, onde foi realizada uma oração ecumênica em prol da saúde do dirigente.

De acordo com Chávez, os Estados Unidos e seus aliados criam um perigoso precedente para agredir países soberanos com o fim de apoderar-se de seus recursos.

"Temos que continuar neutralizando os planos que vêm do império ianque para desestabilizar o país e depois intervir nele, como na Líbia e na Síria", disse Chávez, lembrando aos venezuelanos o modus operandi do imperialismo no planeta.

"Eles semeiam violência, geram morte e destruição, para em nome da paz invadir e conquistar", sentenciou.

Chávez recordou que a Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do planeta (296,5 bilhões de barris), que estão na mira de Washington ante a previsível escassez de hidrocarbonetos em um futuro não muito longínquo.

Informações de Vermelho

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Veja quem são os jovens que protestam na Inglaterra com o sociólogo Silvio Caccia Bava

Os ''Baderneiros" de que fala a Rede Globo...Se fosse na Líbia seriam "lutadores pela democracia".

Detalhe para a apresentadora abostada, com sua abordagem conservadora. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Três dias que abalaram o mundo

"Domingo, 6 de agosto, Tel Aviv: 350 mil israelenses protestam nas ruas por melhores condições de vida.

Segunda- feira, 7 de agosto, Londres: distúrbios sociais iniciados nos subúrbios pobres transformam-se em explosão viral que envolve milhares de jovens em diferentes pontos do país. 

Terça-feira, 8 de agosto, Santiago: 150 mil estudantes vão às ruas em defesa de uma reforma educacional que universalize o ensino público, gratuito, de qualidade. O que interliga esses levantes quase sincronizados em lugares tão díspares, antecedidos de rebeliões massivas que irromperam como que abruptamente das areias dos países árabes e da modorra social em outras partes do mundo? A mera coincidência do calendário? Certamente não. A resposta mais próxima talvez tenha que ser buscada na percepção difusa mas crescente, enraivecida em alguns casos, consciente em outros, da brutal desigualdade herdada do ciclo de supremacia das finanças desreguladas -- o ciclo dos bancos, o dos endinheirados, das corporações invisíveis e ubíquas ao mesmo tempo. Sejam quais forem as denominações sedimentadas no discernimento popular elas guardam aderência com a intolerável espiral de privilégio que consolidou duas humanidades socialmente imiscíveis nas últimas décadas. Em quase todos os países, e na maioria das grandes cidades, derrama-se, de um lado, a riqueza num grau de ostentação jamais registrado na história; de outro, o bem-estar social e sua contrapartida em subjetividade dissolvem-se em sucessivas ondas de saque, desregulamentação e delinqüência institucional contra o patrimônio público, os direitos, certezas e valores que enlaçam a convivência compartilhada. No crepúsculo turbulento do ciclo, a ganância em fuga ameaça agora esfarelar os últimos centímetros de chão firme de vidas expostas às intempéries de toda sorte;e a tal ponto encurraladas por dentro e por fora em sua precariedade estrutural que só lhes resta uma fresta: as ruas. 


Domingo, 6 de agosto, Tel Aviv: 350 mil israelenses protestam nas ruas por melhores condições de vida. Segunda- feira, 7 de agosto, Londres: distúrbios sociais iniciados nos subúrbios pobres transformam-se em explosão viral que envolve milhares de jovens em diferentes pontos do país. 

 
Terça-feira, 8 de agosto, Santiago: 150 mil estudantes vão às ruas em defesa de uma reforma educacional que universalize o ensino público, gratuito, de qualidade. O que interliga esses levantes quase sincronizados em lugares tão díspares, antecedidos de rebeliões massivas que irromperam como que abruptamente das areias dos países árabes e da modorra social em outras partes do mundo? A mera coincidência do calendário? Certamente não. A resposta mais próxima talvez tenha que ser buscada na percepção difusa mas crescente, enraivecida em alguns casos, consciente em outros, da brutal desigualdade herdada do ciclo de supremacia das finanças desreguladas -- o ciclo dos bancos, o dos endinheirados, das corporações invisíveis e ubíquas ao mesmo tempo. Sejam quais forem as denominações sedimentadas no discernimento popular elas guardam aderência com a intolerável espiral de privilégio que consolidou duas humanidades socialmente imiscíveis nas últimas décadas. Em quase todos os países, e na maioria das grandes cidades, derrama-se, de um lado, a riqueza num grau de ostentação jamais registrado na história; de outro, o bem-estar social e sua contrapartida em subjetividade dissolvem-se em sucessivas ondas de saque, desregulamentação e delinqüência institucional contra o patrimônio público, os direitos, certezas e valores que enlaçam a convivência compartilhada. No crepúsculo turbulento do ciclo, a ganância em fuga ameaça agora esfarelar os últimos centímetros de chão firme de vidas expostas às intempéries de toda sorte;e a tal ponto encurraladas por dentro e por fora em sua precariedade estrutural que só lhes resta uma fresta: as ruas" 

Fonte: Carta Maior

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Governo Britânico reprime violentamente manifestantes - A OTAN vai dar apoio aéreo aos descontentes?


"Cameron perdeu sua legitimidade e deve sair... depois dos protestos populares maciços que rejeitaram o governo e ele, especialmente depois da repressão violenta da polícia lançada pelo governo contra manifestantes pacíficos... para forçar o povo britânico a aceitar um governo que rejeita"

Governo Líbio

Fonte: Terra

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Hipocrisia: Rei da Arábia Saudita condena estado Sírio



A notícia acima, colhida no sítio swissinfo.ch, informa que o rei Abdullah, da Arábia Saudita, condenou fortemente a repressão do Estado Sírio aos opositores.     

Abdullah exigiu o "fim do derramamento de sangue" e a "implementação de reformas".

E a imprensa internacional ainda dá eco a uma hipocrisia dessas, aliás, é conhecida a complacência da mídia corporativa para com as ditaduras amigas.

Omite-se o fato de que a Arábia Saudita tem um dos regimes ditatoriais mais sanguinários e machistas  do mundo, a família Saud(daí vem o nome "Arábia Saudita") conquistou o domínio daquelas terras com a ajuda providencial do império britânico, em troca de cooperação, evidentemente. 

Enquanto essa monarquia absolutista fizer o jogo das potências ocidentais, permanecerá contando com a complacência e com a vista grossa dos meios de comunicação corporativos para com sua brutalidade frente a qualquer voz dissonante em seu interior.

Como já afirmei diversas vezes aqui, Muammar Gaddafi não é flor que se cheire, mas sou obrigado a colocar aqui dois vídeos impagáveis:

No primeiro, o líbio expõe a hipocrisia de certos governos árabes para com a causa palestina.






No segundo, Gaddafi arrebenta com o Rei Abdullah, da Arábia Saudita numa cúpula da região...  






Para finalizar, no Bahrein ocorreram protestos contra o governo, tropas sauditas entraram no país para massacrar os manifestantes.


Na própria terra de Abdullah, chamou-se um "dia de fúria"; o Estado Saudita resolveu o problema com a força das armas também.