Mostrando postagens com marcador Yeda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Yeda. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


Por Kiko Machado
O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos – CCDH, deputado Dionilso Marcon (PT) recebeu hoje (02) uma grave denuncia envolvendo policiais militares do 20º batalhão de Polícia Militar. Segundo a companheira da vítima, Elizete da Silva, no dia 25 de novembro, Anderson de Oliveira Machado, 30 anos, foi espancado brutalmente por policiais militares dentro das baias do Centro de Tradições Gauchas Recanto da Lagoa, localizado no bairro Sarandi, falecendo cinco dias depois no hospital Conceição.

Elizete denuncia que Anderson estava abrigado da chuva sob o telhado do Centro de Tradições e que testemunhas afirmam que minutos depois uma viatura da BM chegou ao local. Segundo ela, o patrono do CTG conversou com os militares, e que após a conversa, os brigadianos foram até o local onde estava o rapaz. Segundo a mulher, era possível ouvir gritos de dor e gemidos do jovem, e que o patrono do CTG, questionado sobre o ocorrido, negou que os policias o haviam agredido. No depoimento, Elizete disse ainda que Anderson saiu do local vomitando sangue e com várias lesões no corpo e cabeça. Segundo a testemunha, o motivo atestado no óbito de Anderson foi decorrente de grave hemorragia digestiva.

Segundo o deputado Marcon, Elizete também denunciou a o caso à Corregedoria Geral da Brigada Militar, sob o número 549/2010. O parlamentar exige que os fatos sejam apurados numa investigação rigorosa da Corregedoria e, caso se comprove os fatos denunciados, que os militares sejam afastados imediatamente da corporação e que respondam criminalmente pelos seus atos. A CCDH também encaminhou o caso para a delegada Silvia Cocaro da 14ª Delegacia de Polícia da zona norte da Capital e vai acompanhar os trabalhos de investigação tanto da Corregedoria da BM quanto o inquérito policial.

Original em RS Urgente

domingo, 3 de outubro de 2010

Imprensa se recusa a publicar anúncio do Sindicato sobre prisão de diretor durante a greve




A imprensa se recusou a publicar um anúncio do SindBancários em suas edições deste sábado, dia 2. O A Pedido mostrava o diretor do Everton Gimenis algemado e sendo conduzido ao distrito policial. A razão alegada pelos jornais Correio do Povo e Zero Hora era de que a publicação poderia prejudicar a governadora Yeda Crusius e sua candidatura à reeleição ao Piratini, uma vez que seu nome era citado.

O diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na sexta-feira, dia 1º, quando estava na agência Navegantes do Santander, parada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve - assegurado pela Constituição - com um interdito proibitório. Confira

O que diz o anúncio:

QUE VERGONHA SANTANDER

Ao invés de proposta justa, a truculência da polícia de Yeda, prendendo trabalhadores.

Campanha Nacional dos Bancários
É hora de enfrentar a ganância dos bancos
A greve continua
Fetrafi-RS SindBancários

Greve de 2008

Na greve de 2008 os bancários foram vítimas da ação truculenta da Brigada Militar na manhã do dia 16 de outubro, durante manifestação que fechou a agência Central do Banrisul, na Praça da Alfândega, Centro da Capital. Mais de 200 bancários, reunidos no local num ato de mobilização para para exigir a reabertura das negociações com a direção do banco, foram dispersados com violência pelos policiais militares. Às custas da violência e com vários bancários feridos, a Brigada conseguiu reabrir a agência. Confira

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Marco Weissheimer, do RS Urgente teve sua vida investigada

O jornalista e blogueiro Marco Aurélio Weissheimer, titular do RS Urgente, um dos blogs mais visitados, combativos e influentes do Rio Grande do Sul, também teve sua vida devassada durante as operações de espionagem executadas dentro do governo da tucana Yeda Crusius. O bisbilhoteiro, que é sargento da Brigada e servidor da Casa Militar, no Piratini, violou o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul para conseguir as informações. 

Leia o restante no Cloaca News 

segunda-feira, 29 de março de 2010

Serra infiltra polícia secreta nos movimentos sociais


Esta foto, mais do que um quase caráter poético, teria um conteúdo político fortíssimo contra o governo de José Serra, postulante da direita à presidência da república.

Teria, se o governo Serra não optasse por queimar seu agente infiltrado na passeata dos professores paulistas em troca de não deixar essa imagem tornar-se um símbolo da violência de sua prática política.

A grande mídia, rapidamente, desmentiu a "foto do professor carregando a PM ferida" e esclareceu de que se tratava de um "policial à paisana".

Para um incauto, seria um policial de folga que estava transitando pelo local quando percebeu a confusão e correu para salvar a colega.

Para este Blog, trata-se de mais um caso de infiltração da polícia nos movimentos sociais, operada por um governo de estado com práticas fascistas.

Alguém lembra deste sujeito abaixo?


Há quase 1 ano, numa  manifestação de servidores públicos gaúchos contra governo Yeda Crusius, esse elemento tirava fotos dos manifestantes.

Detalhe: usava um crachá falso da Agência Carta Maior.
Surpreendido por pessoas que conheciam o pessoal da agência de notícias, ficou constrangido e saiu de fininho.

Polícia secreta infiltrada nos movimentos sociais.

Isso só expressa o déficit democrático que vivenciamos no Brasil.


O Partisan publica comentários com mais detalhes sobre o caso de SP.

O Blog do Comandante da PMSP, segue orientação de Serra e queima seu agente, em prol de não conceder bônus político à oposição.

Carta Maior, em reportagem de 2009, comenta incidente com repórter falso.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Perseguição no RS é comparada a práticas da ditadura


A Comissão Especial do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos (CDDPH), órgão ligado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), apura tentativas de criminalização dos movimentos sociais no Rio Grande do Sul. O relatório final aponta para 28 recomendações a instituições dos governos estadual e federal e para o Ministério Público Estadual. O documento foi apresentado em uma audiência pública na Assembléia Legislativa gaúcha, no dia 26 de novembro.

O texto é resultado de dois anos de investigações da Comissão, criada após denúncias do deputado federal Adão Pretto (PT-RS), morto em fevereiro, sobre a criminalização dos movimentos sociais por parte da Brigada Militar (a Política Militar do RS), do Ministério Público Estadual e do governo estadual. O trabalho foi realizado com base em ações da Brigada Militar, depoimentos de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da entidade patronal Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), de representantes da sociedade civil e de movimentos sociais urbanos.

De acordo o secretário adjunto da SEDH Rogério Sottili, a Comissão comprovou que ouve um aumento das ações violentas da Brigada Militar a partir de 2005. Além disso, Sotilli aponta que a Nota de Instrução Operacional 006.1, instituída em 2007 no governo de Yeda Crusius (PSDB), identifica os movimentos sociais como organizações criminosas. “É a partir dessa Instrução que a Brigada Militar começa a abordar os movimentos sociais dessa forma, é de uma gravidade sem tamanho, uma gravidade que nós não assistíamos no Brasil desde a derrubada da ditadura militar, pois são práticas autoritárias, que nós, e a sociedade brasileira como um todo, não queremos mais ver no Brasil”, avalia.

No documento constam também as declarações do procurador Gilberto Thums sobre o MST. Ele foi um dos promotores que aprovou um relatório do Conselho Superior do Ministério Público gaúcho que pedia a dissolução do movimento. Conforme entrevista do procurador ao Diário da Manhã, “o MST é um braço de guerrilha da Via Campesina”. Para os membros da Comissão Especial, as ações de criminalização e identificação de integrantes de movimentos sociais são um atentado ao Estado Democrático de Direito.

Violência crescente
O relator do documento e coordenador-geral do Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos da SEDH, Fernando Matos, alertou que há um avanço da repressão por parte da Brigada Militar nos últimos quatro anos. Na conclusão de seu relatório, Matos aponta que há, de fato, indícios de criminalização dos movimentos sociais do campo e da cidade por parte dos poderes locais. Ele afirmou ainda que os fatos mais recentes, as torturas registradas na ação de reintegração de posse da Prefeitura de São Gabriel e o assassinato do sem-terra Elton Brum da Silva, em agosto, mostram a gravidade do problema.

Conforme o relator, desde a tragédia de Eldorado dos Carajás, em 1996, ninguém havia sido morto pela polícia em operação semelhante. “Não ocorriam mortes causadas pela polícia militar em reintegração de posse em nenhum estado desde 1996. Ao contrário, a Ouvidoria Agrária Nacional produziu um manual de reintegração de posse pacífica e mediada e a Brigada Militar foi a única polícia estadual que não assinou essa iniciativa em nível nacional. Então nós nos preocupamos bastante, porque no nosso entendimento, se há a constatação de criminalização, a gente não pode permitir que isso se aprofunde e resulte em tragédias e perdas de vidas”, analisa.

Saídas
Matos aponta no relatório a necessidade da criação de uma Comissão Estadual de Mediação de Conflitos Agrários; a revogação pelo Comando Geral da Brigada Militar, da Nota de Instrução Operacional nº 006.1; a suspensão pela Brigada do processo de fichamento de lideranças dos movimentos sociais; a recomendação à Brigada que adote o Manual de Diretrizes Nacionais para Execução de Mandados Judiciais de Manutenção e Reintegração de Posse coletiva, da Ouvidoria Agrária Nacional; e a garantia às crianças dos acampamentos do MST do acesso à educação, à saúde e à alimentação. Além disso, recomenda ao Ministério Público Federal que analise a possibilidade de denunciar, por crime de tortura, os atos praticados pela Brigada Militar na madrugada do dia 12 de março de 2006.

O documento apresentado na Assembléia Legislativa ainda relata outros casos de truculência da polícia. O relatório faz referência a desocupação da fazenda São João da Armada, em Canguçu, em 2008 na qual a Brigada revida com intimidações e humilhações. No mesmo ano, foram registrados atos de violência contra os manifestantes da Marcha dos Sem, no Parque Harmonia, em Porto Alegre. No documento ainda estão apontados o cerco às festividades dos 25 anos do MST e a norma do Ministério Público Estadual, em fevereiro de 2009, de fechar as escolas itinerantes do movimento.

Entretanto, para o MST, as recomendações do relator não podem ficar somente no papel. De acordo com Cedenir de Oliveira, da coordenação estadual do MST, o relatório é importante pois reafirma as denúncias que o movimento já havia feito. Mas, de acordo com Oliveira, somente o relatório não resolve o problema da criminalização. “Por um lado ele é importante, pois revela e reafirma as denúncias do movimento. Agora, não podemos esperar que somente o relatório irá resolver os problemas da criminalização no RS. Precisamos de uma postura mais ativa e neste momento nós estamos cobrando que o MPF assuma esse papel e toque adiante essas denúncias”, afirma.

Matéria de Bianca Costa - Retirada de Brasil de Fato

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Polícia concluiu inquérito que investigava Anarquistas

Polícia concluiu inquérito que investigava campanha contra Yeda Crusius
Oito integrantes da Federação Anarquista Gaúcha foram indiciados


A polícia concluiu inquérito que investigava veiculação de campanha publicitária contra a governadora Yeda Crusius. Oito integrantes da Federação Anarquista Gaúcha foram indiciados por crime contra honra, incitação ao crime e formação de quadrilha ou bando.


A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, e apreendeu diversos materiais. Também foram adotadas providências quanto ao conteúdo publicado na internet.

Informação retirada do Click RBS.

Para quem não lembra, a sede da FAG foi invadida pela polícia civil a mando do governo Yeda.

domingo, 1 de novembro de 2009

Nota da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) sobre a invasão de sua sede pela polícia

Publicamos aqui nota da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) sobre o acontecimento da última 5ª feira, 29 de outubro:


A polícia civil invadiu a sede da entidade e levou computador, material de propaganda e outros objetos relacionados à militância.


Mais uma atitude criminosa da gestão tucano-facista de Yeda Crusius.
Este Blog se solidariza com os militantes da FAG, que estão do mesmo lado que tantas outras frentes de luta sociais que realizam este heróico embate contra o governo neoliberal e truculento do Rio Grande do Sul.




Segue a Nota:


A Federação Anarquista Gaúcha (FAG) agradece fraternalmente a solidariedade que está sendo manifestada e reafirma seus princípios frente ao ocorrido no dia 29 de Outubro, em Porto Alegre. Homens e mulheres livres, dotados de ideais e certos do direito que tem de expressá-los política e socialmente seguem íntegros.
Na tarde do dia 29 de Outubro foi deflagrada a execução pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul de dois mandados judiciais (Justiça Estadual) de busca e apreensão na sua sede pública em Porto Alegre e no endereço de hospedagem do site vermelhoenegro.org na cidade de Gravataí. Em tais ordens constava o recolhimento de material impresso de propaganda, computador (CPU) e demais objetos relacionados à queixa criminal. Os agentes do Estado inicialmente tentaram arrombar o portão conforme testemunho de vizinhos do local, já que a sede estava fechada naquele momento. Após a entrada no local, mediante a leitura do mandado, iniciaram a busca no interior do imóvel por cartazes, boletins informativos e demais documentos ao mesmo tempo em que desligaram o telefone, alegando que durante aquela execução não se pode usar tal meio. O agravante é que além do cartaz requerido pela ordem judicial, no qual a governadora é responsabilizada junto à Brigada Militar (polícia militar estadual) pelo assassinato de Eltom Brum da Silva, levaram o estoque de arquivo de outras produções impressas de opinião política e informação, como um arquivo de cartazes reivindicando a saída da governadora e denunciando a ingerência do Banco Mundial no seu projeto político. Este material é parte da campanha pública deflagrada pela FAG dentro do contexto de uma ampla campanha de mobilização sindical e popular que vem se desenvolvendo há pelo menos um ano neste estado.
Sábado 31 de outubro de 2009, Porto Alegre – RS, Brasil

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lisiane Villagrande: Mulher de Proprietário Rural



Quando se fala em "justiça burguesa", algumas pessoas classificam a utilização do termo como uma expressão de radicalismo raivoso.
Bueno, todos sabemos que a maioria dos membros do Ministério Público e dos juízes definitivamente não são oriundos das camadas menos favorecidas.
Agora, é impressionante a relação de proximidade da promotora Lisiane Villagrande com a elite latifundiária de São Gabriel.
Elite que é um símbolo nefasto do subdesenvolvimento que assola a metade sul do RS.
Pra quem não sabe ainda, Lisiane Villagrande é a promotora que classificou a ação da brigada militar (que acabou no assassinato, com um tiro de .12 pelas costas, de um trabalhador desarmado) como extremamente profissional.


Confiram na íntegra o que postou o RS Urgente :

Em junho de 2003, no mesmo dia em que a ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulava a desapropriação das fazendas Estância do Céu, Santa Adelaide, Caieira, Posto Bragança e Salso Fazenda (13,2 mil hectares), de propriedade de Alfredo Southall, em São Gabriel, fazendeiros e prefeitos da região reuniram-se para um “ato de desagravo” ao fazendeiro. Durante o ato, a decisão da ministra foi lida, sob muitos aplausos, pela promotora Lisiane Villagrande (foto), do Ministério Público de São Gabriel.

A promotora Villagrande precisa explicar melhor suas relações com os fazendeiros da região de São Gabriel. As declarações que fez sobre o caráter “extremamente profissional” da ação da Brigada Militar que resultou no assassinato de Elton Brum da Silva, surpreenderam mesmo integrantes do MP Estadual. A promotora admitiu que foi mantida a uma “distância razoável” dos acontecimentos. Mesmo assim, não hesitou em destacar a “tranqüilidade” e o “profissionalismo” da Brigada.

Lisiane Villagrande é casada com Clarindo Veríssimo da Fonseca que, em parceria com seu pai e irmão, é proprietário de uma área de aproximadamente 450 hectares em São Gabriel, a 60 quilômetros da fazenda Southall.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tiro teria sido dado por oficial

Segundo informa o Blog Tomando na Cuia, o tiro de .12 no peito do trabalhador sem terra teria sido disparado por um oficial.
Se a arma não for fria, será mais fácil identificar o autor do disparo.

Seguem sitiados os camponeses.

Poderá ocorrer um massacre.

Trabalhador Assassinado em São Gabriel

Hoje, pela manhã, a brigada militar resolveu cumprir o mandado judicial para despejar os trabalhadores rurais sem terra da parcela da fazenda Southall que não foi desapropriada.
A ação do movimento camponês foi para protestar contra o péssimos tratamento que a prefeitura local está dispensando aos assentados, bem como em relação à lerdeza do governo federal em relação a cumprir os compromissos assumidos.
Durante o ataque à ocupação, um trabalhador sem terra foi assassinado com um tiro de espingarda calibre 12.
O comando das operações tentou esparramar a contrainformação absurda de que o trabalhador havia falecido de "mal súbito".


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Desgovernadora avisa o PMDB: “Não vou cair sozinha”

Por Marco Weissheimer no RS Urgente:

Acuada pela denúncia do Ministério Público Federal, Yeda Crusius disse à cúpula do PSDB, no fim de semana, que seu eventual afastamento inviabilizará aliança com o PMDB contra o PT de Tarso Genro em 2010, informa o “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete.

“Não vou cair sozinha”, avisou a governadora gaúcha, cuja administração é suspeita de desviar recursos públicos. “Se existem irregularidades, começaram no governo do PMDB. As pessoas vão saber.”

Segundo a reportagem, o PMDB deve se reunir na quinta-feira para decidir se fica na base aliada. Suas principais áreas de influência são o Banrisul, alvo de CPI, e a secretaria de Habitação, ocupada por indicado do deputado Eliseu Padilha.

A oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul protocolou na semana passada o requerimento com pedido de CPI para investigar denúncias contra a governadora. Após seis meses de articulação, os opositores de Yeda conseguiram a assinatura de 39 deputados para apresentar o documento.

O pedido de CPI foi retirado da gaveta depois que o Ministério Público Federal apresentou uma ação civil público contra Yeda e outras pessoas. Até então, o documento tinha 17 assinaturas. Com a iniciativa dos procuradores, os deputados do PDT Gerson Burmann, Giovani Cherini e Kalil Sehbe assinaram o documento, totalizando 20 adesões.

Depois, foi a vez dos nove deputados do PMDB assinarem o documento. Entre peemedebistas que assinaram o requerimento está Luiz Fernando Záchia, um dos investigados pela ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal para apurar suposta improbidade administrativa.

A iniciativa do PMDB abriu caminho para outros parlamentares da base governista também aderirem à investigação contra a governadora, totalizando 39 assinaturas.

Segundo informações da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Ivar Pavan (PT), disse que o Poder Legislativo fará o seu papel de investigar e disponibilizar à sociedade gaúcha as denúncias feitas pelo Ministério Público Federal.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Nota tímida do PSDB nacional em apoio à Yeda

Na crise política que se abate sobre o Piratini, ficam cada vez mais evidentes as impressões digitais de José Serra. Não é a toa que, logo após a publicação da primeira matéria na Veja, que abriu fogo na senhora governadora, o senhor Carlos Crusius (ex-primeiro damo e tio da sukita aposentado das bolsistas da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS) deu entrevista para o jornal Zero Hora e revelou, de maneira cifrada, sua desconfiança em relação ao governador de São Paulo.

Para quem não se recorda, o PT perdeu as últimas eleições para presidente no Rio Grande do Sul.

Agora, imaginem que desgraça para o Sr José Serra, em 2010, dividir palanque com Yeda Crusius, cuja imagem está, tal qual sua política, mais suja que pau de galinheiro.

A esta altura do campeonato, é do interesse do ministro de FHC que a correligionária caia o mais rápido possível, ou então, que ao menos fique torrada politicamente, o bastante para que não tente a reeleição. Pragmatismo total de quem foi capaz de torrar Geraldo Alckmin e apoiar Kassab (DEM) nas eleições para prefeito de São Paulo.

Pois bem, Aécio Neves, o melhor amigo dos adeptos do lulismo de resultados, atualmente escanteado pelo alto tucanato, articulou a redação de uma nota de apoio à governadora, Serra não teve como não assiná-la.

No entanto, a nota que está publicada no sítio do PSDB, é um tanto evasiva, para não dizer que baixou o Poncius Pilatos em quem a redigiu:


"Estamos seguros de que a governadora saberá responder a cada uma das acusações que lhe são imputadas por seus opositores no Estado."


Quer dizer: que se vire sozinha, qualquer cambalacho comprovado, não temos nada com isso.

Aécio quer construir apoio, mas também não é burro a ponto de ficar exposto aos respingos da sujeira que se esparrama pelo Piratini.



Confira a nota retirada do sítio do PSDB:

Data: 22/05/2009

Manifesto do PSDB em solidariedade a Yeda Crusius

Lideranças da legenda divulgam apoio à governadora do RS

Brasília (22 de maio)- A Direção Nacional do PSDB, os governadores eleitos pelo PSDB e os líderes partidários vêm reiterar o enorme respeito que têm pela governadora Yeda Crusius e por toda a sua longa trajetória política, construída com competência e respeito a princípios éticos.

Estamos seguros de que a governadora saberá responder a cada uma das acusações que lhe são imputadas por seus opositores no Estado.

Lamentamos ainda que a radicalização do quadro político no Rio Grande do Sul esteja colocando em segundo plano a importante obra administrativa do Governo Estadual, que vem buscando, com extrema seriedade, o equilíbrio das contas públicas e o resgate da credibilidade interna e externa do Estado.

Com este documento tornamos pública nossa total solidariedade à governadora Yeda Crusius, ao PSDB do Rio Grande do Sul e aos nossos aliados.

Assinam:

Senador Sérgio Guerra- presidente nacional do PSDB
Senador Arthur Virgílio- líder do PSDB no Senado
Deputado José Aníbal- líder do PSDB na Câmara
Governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho
Governador de Minas Gerais, Aécio Neves
Governador de Roraima, José de Anchieta Júnior
Governador de São Paulo, José Serra