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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

São Gabriel: Polícia comete ilegalidade e deixa acampados sem comida

Os policiais da Brigada Militar continuam agindo de forma ilegal na Fazenda Antoniazzi, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul (RS), e não deixam entrar alimentos para as 450 famílias Sem Terra que ocupam a área. Devido à barreira policial, crianças estão sem leite e pessoas doentes não conseguem consultar médico.
A ação da Brigada Militar iniciou ainda na quinta-feira (10/9) e não está de acordo com a reintegração de posse concedida pela Justiça. O documento determina que apenas está proibida a entrada de pessoas a fim de aumentar o número de integrantes na ocupação. Em nenhum momento cita a proibição de entrar comida ou de pessoas doentes sairem do local.
Mais uma vez, a Brigada Militar comete ilegalidade e reprime as famílias Sem Terra, que se mobilizam por seus direitos. Lembramos que o comando policial que está no local é o mesmo que participou, em 21 de agosto, do despejo das famílias sem terra da fazenda Southall - e que resultou no assassinato do trabalhador Elton Brum da Silva com um tiro nas costas disparado por um policial.
As reivindicações das famílias acampadas são legítimas. Afinal, duas mil famílias vivem hoje em beira de estrada no RS querendo trabalhar e produzir alimentos. O MST exige que o Incra retome as negociações para a desapropriação das Fazendas Antoniazzi, onde podem ser assentadas 400 famílias. Os Sem Terra também querem que o Incra desaproprie mais áreas a fim de assentar todas as famílias acampadas no estado. Para isso, o MST exige mudanças na política de aquisição de terras para a Reforma Agrária no RS.
Fonte: MST

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Raul Pont comenta a demora para identificar o assassino do trabalhador sem terra

A verdade sobre o assassinato do trabalhador sem terra

Por Raul Pont

Como pode demorar tanto tempo para identificar o autor do tiro que matou o trabalhador sem terra Elton Brum da Silva? É inacreditável que uma corporação militar com a força, a presença de oficiais e apenas 12 armas de calibre 12 naquele acontecimento não tenha identificado o autor desse crime hediondo até agora, não só pelo tipo de arma utilizado mas por ter sido um assassinato pelas costas.
O que me preocupa não é só o prazo, que se arrasta, mas que um dos blogs do grupo RBS diga que o autor do disparo mortal teria sido um soldado. Ontem mesmo, da tribuna da Assembleia Legislativa, citei o que aconteceu quando da morte de um soldado, no enfrentamento na Praça da Matriz. A BM não só sitiou a Prefeitura Municipal durante várias horas, como varou uma noite de investigações e interrogatórios de centenas de pessoas no CETE do Menino Deus, mobilizando centenas de soldados e policiais civis para encontrar suspeitos. Fico impressionado com a diferença da preocupação e do empenho em elucidar aquele ocorrido e este.

Um outro blog, o RS Urgente, editado por Marco Weissheimer, reproduz o artigo do ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública, Adão Paiani, que diz: “Quem matou Elton Brum da Silva foi um Oficial da Brigada Militar do Estado, atirando pelas costas, num entrevero, depois de uma discussão. Se os cavalos do Regimento de Polícia Montada de Livramento pudessem falar, seria essa a sua versão. Mas a que vale, mesmo, é a oficial. E essa, meus amigos, já está escrita. E devidamente ensaiada”.

Estamos diante de uma acusação grave de uma pessoa que compunha o governo Yeda, apresentando a reflexão: esta é a elucidação do caso ou trata-se da apresentação de uma versão oficial devidamente ensaiada por uma semana para a morte de Elton Brum da Silva?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Além de corrupto, Governo Yeda é um governo assassino.



No último sábado, movimentos sociais estiveram presentes na cidade de São Gabriel/RS, onde deram adeus ao militante do MST que foi assasinado covardemente pela polícia militar gaúcha (Brigada), com um tiro de .12 pelas costas, além disso, reafirmaram que seguem apoiando a luta pela reforma agrária - com justiça social - no Brasil.

Reproduzo mensagem enviada pelo companheiro Mauro Salles, do SindBancários Porto Alegre, que esteve presente no ato junto a outros companheiros de categoria.


Chico
Estivemos sábado em São Gabriel, onde foi realizada cerimônia de adeus ao companheiro Elton, assassinado pela BM. Na oportunidade, foi reafirmado que sua morte não foi em vão e não descansaremos enquanto não for feita a reforma agrária e seja garantido a justiça social em nosso país.
Ficou claro que esse assassinato não é um fato isolado. O Governo Yeda tem uma verdadeira doutrina repressiva aos movimentos sociais. São inúmeros os exemplos de violência aos movimentos. Mas tudo têm limite! Além do assassinato covarde, uma semana antes militantes do movimento foram detidos e covardemente torturados, inclusive com armas de choque. Essa doutrina, gestada no Palácio Piratini, expressa a luta de classes em nosso Estado. Projetos antagônicos se chocam: de um lado os corruptos e defensores do latifúndio e das multinacionais. De outro, o povo organizado que luta por terra, emprego, justiça social. Essa doutrina, tristemente, tem tido suporte do judiciário, Ministério Público, e da mídia venal. As mãos sujas do governo Yeda, que afana o povo, agora estão suja de sangue. Além de corrupto, é um governo assassino.
Saímos de São Gabriel mais fortalecidos para continuar a luta. Não podemos descansar enquanto essa doutrina assassina continuar operando em nosso Estado.
Para isso precisamos derrotar o projeto do Governo Yeda.
abç
Mauro

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lisiane Villagrande: Mulher de Proprietário Rural



Quando se fala em "justiça burguesa", algumas pessoas classificam a utilização do termo como uma expressão de radicalismo raivoso.
Bueno, todos sabemos que a maioria dos membros do Ministério Público e dos juízes definitivamente não são oriundos das camadas menos favorecidas.
Agora, é impressionante a relação de proximidade da promotora Lisiane Villagrande com a elite latifundiária de São Gabriel.
Elite que é um símbolo nefasto do subdesenvolvimento que assola a metade sul do RS.
Pra quem não sabe ainda, Lisiane Villagrande é a promotora que classificou a ação da brigada militar (que acabou no assassinato, com um tiro de .12 pelas costas, de um trabalhador desarmado) como extremamente profissional.


Confiram na íntegra o que postou o RS Urgente :

Em junho de 2003, no mesmo dia em que a ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulava a desapropriação das fazendas Estância do Céu, Santa Adelaide, Caieira, Posto Bragança e Salso Fazenda (13,2 mil hectares), de propriedade de Alfredo Southall, em São Gabriel, fazendeiros e prefeitos da região reuniram-se para um “ato de desagravo” ao fazendeiro. Durante o ato, a decisão da ministra foi lida, sob muitos aplausos, pela promotora Lisiane Villagrande (foto), do Ministério Público de São Gabriel.

A promotora Villagrande precisa explicar melhor suas relações com os fazendeiros da região de São Gabriel. As declarações que fez sobre o caráter “extremamente profissional” da ação da Brigada Militar que resultou no assassinato de Elton Brum da Silva, surpreenderam mesmo integrantes do MP Estadual. A promotora admitiu que foi mantida a uma “distância razoável” dos acontecimentos. Mesmo assim, não hesitou em destacar a “tranqüilidade” e o “profissionalismo” da Brigada.

Lisiane Villagrande é casada com Clarindo Veríssimo da Fonseca que, em parceria com seu pai e irmão, é proprietário de uma área de aproximadamente 450 hectares em São Gabriel, a 60 quilômetros da fazenda Southall.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Provas da covardia - Um assassinato pelas costas

O MST liberou as fotos do corpo de Elton Brum da Silva, trabalhador assassinado pelo governo Yeda Crusius.
Na revista aos acampados, a polícia não encontrou nenhuma arma, além de foices e facões, instrumentos de trabalho dos camponeses.
A polícia contou com um efetivo enorme e com armamento pesado.

Elton foi assassinado com um tiro de espingarda calibre 12...

...pelas costas!

Será que a mídia corporatriva vai mostrar isso?





Confira a NOTA PÚBLICA do MST acerca da morte deste trabalhador


Postagem com informações dos sítios MST e RS Urgente

Promotora diz que a ação da polícia foi extremamente profissional.

Elton Brum da Silva foi fuzilado à queima roupa com um tiro de espingarda calibre 12. Segundo informações do hospital de São Gabriel, oito projéteis atingiram seu corpo e há indícios de que o tiro foi dado à queima roupa, pelas costas.
Conforme entrevista dada ao Gaúcha Repórter , a brigada militar foi extremamente profissional em sua atuação.
É o que a promotora Lisiane Villagrande comentou acerca da ação que provocou o assassinato do camponês.

O RS Urgente comentou com propriedade sobre as declarações.

Eis a promotora,que diz não ter visto direito se teve tiro ou não, em seu confortável gabinete:



Foto: Ministério Público

A Brigada entrou na ocupação, não encontrou perigo à sua integridade e assassina uma pessoa pelas costas sem motivo.
Esta mulher classifica a ação como "profissional"

Lisiane Villagrande: Omissa, cúmplice, incompetente ou mentirosa?



Agora, confiram o ponto 6 da NOTA PÚBLICA do MST acerca da morte de Elton:



6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.

O Tiro foi dado pelas costas!!!


Novas informações (do RS Urgente) a respeito do assassinato do camponês Elton Brum da Silva, morto por um oficial da brigada que sentiu-se ofendido numa discussão, durante a operação de despejo dos trabalhadores que estão ocupando a parte não desapropriada da fazenda Southall.
Segundo Dionilso Marcon, que acompanhou a identificação do corpo, o tiro foi dado pelas costas!!!
A covardia é cada vez mais surpreendente.
Trabalhadores seguem sitiados, por mais de 300 policiais com armas pesadas, cavalos e cães.

Assassinato ocorreu após discussão entre sem terra e oficial!



Novas informações a respeito do assassinato do camponês Elton Brum da Silva, morto com um tiro de .12 no peito:
O tiro, foi dado por um oficial, durante uma discussão com Elton.
O trabalhador teria falado palavrões durante a discussão, o policial revidou com um tiro.
Rapidamente a brigada pegou o trabalhador e tentou esconder o fato. Ao que parece, um médico teria se negado a dar uma causa mortis falsa pedida pela polícia de Yeda Crusius.
É em episódios assim que vemos o despreparo da tropa para lidar com momentos de tensão como este.
A truculência reflete a política do governo corrupto e safado dos tucanos no RS para com os movimentos sociais.

São Gabriel: O que a Grande mídia não mostra



Vídeo produzido pelo coletivo catarse.

Tiro teria sido dado por oficial

Segundo informa o Blog Tomando na Cuia, o tiro de .12 no peito do trabalhador sem terra teria sido disparado por um oficial.
Se a arma não for fria, será mais fácil identificar o autor do disparo.

Seguem sitiados os camponeses.

Poderá ocorrer um massacre.

Tortura

Camponeses sem terra seguem sitiados pela polícia na ocupação da fazenda Southall.
As chamadas "armas não letais"(pistolas de eletrochoque) estão sendo utilizadas para torturar os trabalhadores.
Saldo até agora.
Mais de 50 feridos.

1 trabalhador ( Elton Brum da Silva, de 44 anos) morto com um tiro de .12 no peito.

Possibilidade de Massacre!

Há poucas horas, no município de São Gabriel-RS, um enclave do latifúndio falido, símbolo do subdesenvolvimento da região sul do estado, um camponês foi asassinado com um tiro de .12.
A intenção do MST era fazer uma retirada pacífica com ato; uma marcha de protesto contra a inoperância do governo federal e contra os desmandos da prefeitura local.
A polícia da governadora Yeda Crusius não quer acordo, aliás, é excelente para a corrupta mandatária do estado criar um fato novo para desfocar as denúncias de corrupção.

Mais de 50 feridos.

O despejo de trabalhadores ainda não foi realizado.

As mulheres e crianças serão colocadas em ônibus.
Sairão dentro de um "corredor polonês".

Os homens seguirão sitiados.