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domingo, 3 de outubro de 2010

Imprensa se recusa a publicar anúncio do Sindicato sobre prisão de diretor durante a greve




A imprensa se recusou a publicar um anúncio do SindBancários em suas edições deste sábado, dia 2. O A Pedido mostrava o diretor do Everton Gimenis algemado e sendo conduzido ao distrito policial. A razão alegada pelos jornais Correio do Povo e Zero Hora era de que a publicação poderia prejudicar a governadora Yeda Crusius e sua candidatura à reeleição ao Piratini, uma vez que seu nome era citado.

O diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na sexta-feira, dia 1º, quando estava na agência Navegantes do Santander, parada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve - assegurado pela Constituição - com um interdito proibitório. Confira

O que diz o anúncio:

QUE VERGONHA SANTANDER

Ao invés de proposta justa, a truculência da polícia de Yeda, prendendo trabalhadores.

Campanha Nacional dos Bancários
É hora de enfrentar a ganância dos bancos
A greve continua
Fetrafi-RS SindBancários

Greve de 2008

Na greve de 2008 os bancários foram vítimas da ação truculenta da Brigada Militar na manhã do dia 16 de outubro, durante manifestação que fechou a agência Central do Banrisul, na Praça da Alfândega, Centro da Capital. Mais de 200 bancários, reunidos no local num ato de mobilização para para exigir a reabertura das negociações com a direção do banco, foram dispersados com violência pelos policiais militares. Às custas da violência e com vários bancários feridos, a Brigada conseguiu reabrir a agência. Confira

segunda-feira, 29 de março de 2010

Serra infiltra polícia secreta nos movimentos sociais


Esta foto, mais do que um quase caráter poético, teria um conteúdo político fortíssimo contra o governo de José Serra, postulante da direita à presidência da república.

Teria, se o governo Serra não optasse por queimar seu agente infiltrado na passeata dos professores paulistas em troca de não deixar essa imagem tornar-se um símbolo da violência de sua prática política.

A grande mídia, rapidamente, desmentiu a "foto do professor carregando a PM ferida" e esclareceu de que se tratava de um "policial à paisana".

Para um incauto, seria um policial de folga que estava transitando pelo local quando percebeu a confusão e correu para salvar a colega.

Para este Blog, trata-se de mais um caso de infiltração da polícia nos movimentos sociais, operada por um governo de estado com práticas fascistas.

Alguém lembra deste sujeito abaixo?


Há quase 1 ano, numa  manifestação de servidores públicos gaúchos contra governo Yeda Crusius, esse elemento tirava fotos dos manifestantes.

Detalhe: usava um crachá falso da Agência Carta Maior.
Surpreendido por pessoas que conheciam o pessoal da agência de notícias, ficou constrangido e saiu de fininho.

Polícia secreta infiltrada nos movimentos sociais.

Isso só expressa o déficit democrático que vivenciamos no Brasil.


O Partisan publica comentários com mais detalhes sobre o caso de SP.

O Blog do Comandante da PMSP, segue orientação de Serra e queima seu agente, em prol de não conceder bônus político à oposição.

Carta Maior, em reportagem de 2009, comenta incidente com repórter falso.

domingo, 1 de novembro de 2009

Nota da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) sobre a invasão de sua sede pela polícia

Publicamos aqui nota da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) sobre o acontecimento da última 5ª feira, 29 de outubro:


A polícia civil invadiu a sede da entidade e levou computador, material de propaganda e outros objetos relacionados à militância.


Mais uma atitude criminosa da gestão tucano-facista de Yeda Crusius.
Este Blog se solidariza com os militantes da FAG, que estão do mesmo lado que tantas outras frentes de luta sociais que realizam este heróico embate contra o governo neoliberal e truculento do Rio Grande do Sul.




Segue a Nota:


A Federação Anarquista Gaúcha (FAG) agradece fraternalmente a solidariedade que está sendo manifestada e reafirma seus princípios frente ao ocorrido no dia 29 de Outubro, em Porto Alegre. Homens e mulheres livres, dotados de ideais e certos do direito que tem de expressá-los política e socialmente seguem íntegros.
Na tarde do dia 29 de Outubro foi deflagrada a execução pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul de dois mandados judiciais (Justiça Estadual) de busca e apreensão na sua sede pública em Porto Alegre e no endereço de hospedagem do site vermelhoenegro.org na cidade de Gravataí. Em tais ordens constava o recolhimento de material impresso de propaganda, computador (CPU) e demais objetos relacionados à queixa criminal. Os agentes do Estado inicialmente tentaram arrombar o portão conforme testemunho de vizinhos do local, já que a sede estava fechada naquele momento. Após a entrada no local, mediante a leitura do mandado, iniciaram a busca no interior do imóvel por cartazes, boletins informativos e demais documentos ao mesmo tempo em que desligaram o telefone, alegando que durante aquela execução não se pode usar tal meio. O agravante é que além do cartaz requerido pela ordem judicial, no qual a governadora é responsabilizada junto à Brigada Militar (polícia militar estadual) pelo assassinato de Eltom Brum da Silva, levaram o estoque de arquivo de outras produções impressas de opinião política e informação, como um arquivo de cartazes reivindicando a saída da governadora e denunciando a ingerência do Banco Mundial no seu projeto político. Este material é parte da campanha pública deflagrada pela FAG dentro do contexto de uma ampla campanha de mobilização sindical e popular que vem se desenvolvendo há pelo menos um ano neste estado.
Sábado 31 de outubro de 2009, Porto Alegre – RS, Brasil