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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Luciana mantém "imparcialidade ativa"

Do site da Luciana, após as críticas em relação à sua postura no seguindo turno:



"Aos que não gostaram da minha posição contra Serra digo: é coerente com o que sempre fui, de esquerda, contra o neoliberalismo e a corrupção.

Aos que não gostaram da minha recusa a apoiar Dilma digo: é coerente com o que sempre fui, de esquerda, contra o social liberalismo e a corrupção.

Não abrirei meu voto por não ter nenhum entusiasmo por ele. O segundo turno tem dessas coisas!"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A "imparcialidade ativa" de Luciana Genro


A "imparcialidade ativa" de Fogaça faz escola no RS: Luciana Genro em cima do muro em relação ao II turno para presidente.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PCB e PSOL não entram em acordo


A falta de um acordo entre o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Socialismo e Libertade (PSOL) levou os primeiros a não embarcar na candidatura do advogado Plínio de Arruda Sampaio e seguir na tentativa de reerguer a legenda mais antiga do país, fundada em 25 de março de 1922, com o nome do secretário-geral da agremiação, o também advogado Ivan Pinheiro, como candidato a Presidente da República.

Com a escolha de Pinheiro, pelo PCB, chega a 11 o número de candidatos inscritos para as eleições presidenciais de outubro deste ano. Os comunistas, no entanto, disporão de apenas 40 segundos por dia no de tempo de TV para a propaganda eleitoral, enquanto o PSOL fica com 46'. Em lugar de Pinheiro, a chapa de Sampaio seguirá com o professor Hamilton Assis como vice. Assis é dirigente nacional do PSOL e previa se candidatar ao governo baiano.

Segundo a nota do PCB, as negociações emperraram "em dois pontos, ambos ligados ao espaço do PCB no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão".

Sem acordo

Ainda segundo os comunistas, outro motivo de impasse foi a proposta apresentada pelo PSOL para compor a coligação no Estado de São Paulo, em que o PCB, antes do início das negociações, já tinha candidaturas próprias aos quatro cargos estaduais em disputa. "A direção do PSOL condicionou a elevação do número de programas eleitorais na televisão para o candidato a vice para cinco, caso o PCB aceitasse retirar a candidatura a governador e indicar o vice para o seu candidato, Paulo Búfalo, ex-vereador em Campinas. O candidato a vice, então, teria direito a cinco programas e o candidato a Governador a 15. Haveria, ainda, um candidato a Senador para cada partido e, na coligação proporcional, tanto para Deputado Federal como Estadual, o PSOL ficaria com 90% do horário eleitoral e o PCB com 10%.

"No que se refere à negociação sobre São Paulo, contrapropusemos a escolha de um candidato a Governador de consenso, mesmo que filiado ao PSOL, sugerindo o nome de Ildo Sauer, ex-diretor da Petrobrás demitido por Lula e uma das expressões nacionais da campanha pela reestatização da empresa. Sobre as coligações proporcionais, nossa contraproposta inicial era de 25% do horário eleitoral, mas chegamos a admitir 20%, dependendo do conjunto da proposta. Na realidade, a longa negociação acabou se limitando a estas duas questões, não se aprofundando nos possíveis entendimentos sobre outros Estados", diz a nota do Partido.

O candidato a vice-presidente na chapa comunista será o economista Edmilson Costa e a legenda planeja lançar candidaturas majoritárias próprias em todos os Estados da Federação, "exceto naqueles em que se celebraram coligações no âmbito regional".

Sem ressentimentos

"Estamos certos de que foi correta a decisão do Comitê Central do PCB de admitir a retirada de nossa candidatura presidencial e abrir negociações com o PSOL, partido com o qual contamos para a viabilização da necessária frente anticapitalista em nosso país. A celebração desta aliança eleitoral seria uma importante sinalização para o conjunto da esquerda socialista, no sentido de suscitar um relacionamento político favorável à unidade de ação nas duras batalhas anticapitalistas e antiimperialistas, cada vez mais duras e complexas, em função da crise sistêmica do capital", acrescentou o PCB.

No entanto, segundo os comunistas, "mais importante que a formalização de uma coligação eleitoral foi o diálogo respeitoso que vivenciamos nestes dias com os companheiros do PSOL, cujas razões para não flexibilizar nessas negociações o PCB entende e respeita, em função das diferenças de forma de organização e de linha política, no campo da tática e da estratégica, entre nossos dois partidos".

De nossa parte, faremos de nossa campanha própria uma tribuna que ajude a criar as condições para a unidade de ação no campo da esquerda socialista e, sobretudo, para a constituição de uma frente ampla e permanente em oposição à ordem burguesa, para além dessas e de outras eleições. Aos militantes e simpatizantes do PCB, conclamamos a darmos o melhor dos nossos esforços para fazer com que o saldo desta nossa campanha própria acumule forças na perspectiva da revolução socialista", conclui a nota.

Com informações de Correio do Brasil 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A triste sina de Heloísa Helena


Por Emir Sader

Heloisa Helena havia feito campanha contra o aborto, embora presidente de um partido que havia se pronunciado a favor. Ao mesmo tempo, ela afirmou que preferia seus 10 minutos na TV Globo do que não renovar a concessão do canal de televisão privado venezuelano feito por Hugo Chavez.

Sabia-se, pelo seu próprio estilo – revelado claramente na campanha eleitoral de 2006 -, que ela atua individualmente e não como dirigente de um coletivo partidário. Recentemente ela questionou o resultado da consulta interna feita para indicar o candidato à presidência. Ela preferia que o PSOL apoiasse Marina, mas rapidamente se revelou, nas negociações, como não havia identidade ideológica e política mínima entre o partido e a candidatura da Marina.

Heloisa Helena tinha afirmado que não faria campanha nas eleições para o vencedor da consulta – Plinio de Arruda Sampaio. Mais recentemente, reafirmou que apóia Marina nas eleições presidenciais, contrariando frontalmente a posição formalmente adotada pelo PSOL. Plinio pediu que ela seja removida da direção do PSOL, pelas posições que tem tomado.

Heloisa Helena disse também que “já entregou sua cota” e que agora se dedicaria ao povo do Alagoas – isto é, à sua candidatura ao Senado. Acrescentou que teria sido usada pelo partido na campanha presidencial.

Uma atitude absolutamente individualista, coerente com o seu comportamento na campanha presidencial, que privilegia sua campanha, que lhe garanta um mandato, independentemente do desempenho do seu partido. Já na campanha para vereadora, Heloisa Helena havia dito que o companheiro de bancada do mesmo partido tinha sido eleito sem mérito, pelos votos dela, que não merecia ter um mandato.

Não será de surpreender se ela fizer a campanha da Marina e, finalmente, se eleita, sair definitivamente do PSOL e se vincular ao PV ou a algum outro partido, ou, se não eleita, se retirar da política.

Uma triste sina de quem pretendia encarnar uma perspectiva mais radical do que o PT e construir um partido com essa perspectiva. Hoje falta ao respeito com o seu partido e com Plinio de Arruda Sampaio e toda sua trajetória de lutas na esquerda brasileira.

Publicado em Carta Maior e replicado pelo Blog do Miro

quinta-feira, 11 de março de 2010

PSOL busca renovação de quadros no BBB

 Intelectual orgânico ou quadro de massas?

Depois do PCdoB atacar com Netinho de Paula, agora é a vez do PSOL:


Salvador, 10/03/2010 - Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) desde novembro do ano passado, o jornalista, professor e ex-BBB Jean Willys, 35, sairá candidato pelo partido à vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro.

O partido, que tem como presidente nacional a ex-senadora e atual vereadora de Maceió Heloisa Helena, 47, tem no seu estatuto, postado no site, ligações com o movimento LGBT.

Sua presidente católica-ortodoxa-socialista-progressista – que disse que aprendeu o socialismo lendo a bíblia – também já disse ser favorável à união civil homossexual e a favor do combate à homofobia.

Não se sabe se Jean Willys e o PSOL vão destacar a pauta LGBT no palanque eleitoral. O próprio Jean tem ligações ideológicas com a presidente do PSOL.

O baiano, radicado no Rio de Janeiro, participou da Pastoral da Juventude Estudantil e Pastoral da Juventude do Meio Popular, além de defender a causa homossexual na sua vida profissional como jornalista.

Na moita – No seu blog, o ex-BBB ainda não comentou ser, de fato, candidato, mas nos bastidores já afirmou que foi convidado pela própria Heloísa Helena para se filiar ao partido. O próprio presidente do PSOL-RJ Jefferson Moura já confirmou à Revista Fórum que Jean será candidato, mas que prefere não alardear para não parecer “oportunismo”. O PSOL também aposta em outro famoso para emplacar mais uma candidatura no Rio de janeiro. Trata-se do ex-baterista da banda O Rappa, Marcelo Yuka, que ficou cadeirante após ser alvejado por tiros em uma tentativa de assalto.