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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PCdoB entra no governo Kassab - Veja aqui as fotos da confraternização!

PCdoB aceita convite de Kassab para ingressar na prefeitura paulistana, com a promessa de que irá ocupar a nova Secretaria da Copa do Mundo.


Netinho de Paula é um dos cotados para ocupar a pasta, assim como Nádia Campeão e Jamil Murad.

Adeus Lenin
Abaixo, PCdoB oferece coquetel de confraternização a seus filiados e ao Camarada Kassab.
 


Para quem ainda não acredita na informação acerca da aliança, basta acessar a notícia em Rede Brasil Atual.

A foto da confraternização vazou para o Na Práxis por meio de uma fonte anônima do partido, descontente com o acordo.
"Ficar fora da prefeitura de São Paulo é trostskismo, mas apenas uma secretaria não dá pra aceitar", critica o militante J.M.C.



domingo, 7 de março de 2010

"Não estamos no PCdoB discutindo o comunismo de Lênin, de Marx, de séculos passados"

Pragmatismo pouco é bobagem


Deixando de lado a irreverência arrolada no finado Negritude Junior, clássico grupo do pagode paulista da década de 1990, o vereador e apresentador de TV Netinho fala em tom sóbrio, próprio de quem acaba por incorporar os meandros da política.

"Quem acompanha a minha carreira sabe que tem uma contribuição social que me credencia, sim, para opinar no processo político". Sobre seu ingresso no PCdoB, inicialmente criticado por setores da sigla, diz:

"Eu fui aceito no partido para aprender os ideais e construir um comunismo brasileiro, nós não estamos no PCdoB discutindo o comunismo de Lênin, de Marx, de séculos passados".

Confira a entrevista:

Terra Magazine - Como foi o processo de lançamento da sua candidatura ao Senado?
Netinho de Paula - Foi um processo interno normal em todos os partidos. Eles apuram por meio de pesquisas e acabam indicando aos cargos que interessam. E isso sempre foi um desejo meu desde que eu entrei no partido e fui eleito vereador. Sabia que estar na Câmara de São Paulo seria um grande aprendizado para o futuro, e em função do que eu venho fazendo nos últimos três anos na Câmara, o partido achou por bem indicar meu nome a essa vaga.

Por que o Senado?
Porque eu acho que o Senado é uma Casa que tem questões primordiais para o País, mas eu acho que o Senado carece de um olhar mais "social". Ele é composto por uma elite política e por pensadores muito tradicionais e, ao meu ver, está carente de renovação. Então ao meu ver é uma grande oportunidade para contribuir através da minha visão social e da minha experiência de vida.

Acredita que, ao dar esse salto, tenha chances de ser eleito de fato já nesta eleição? Ou será uma candidatura para somar forças?
Na minha trajetória, na minha vida, eu nunca brinquei com nada. Tudo que eu faço eu busco fazer com seridade e eu acho que tenho muitas chances, sim, tendo em vista que esta será uma disputa para duas vagas (no Senado). E eu tô muito feliz e empolgado, tanto pela pesquisa Ibope quanto pela do Datafolha, que, sem me ter como candidato, apontou 22% de intenção de voto (em Netinho). Isso insipirou o PCdoB a não encarar o meu desejo como um devaneio, tendo em vista que eu sou recém chegado à política. Ter três, quatro anos na política e disputar um cargo majoritário é realmente uma responsabilidade muito grande.

Como você encara as críticas de que não tem experiência para se lançar a um cargo como esse? Ou então de que você "não é comunista" e está "usando" o partido?
Eu acho que todos podem se manifestar. É normal. Eu nunca tive base comunista, nem na minha família. Eu fui aceito no partido para aprender os ideais e construir um comunismo brasileiro, nós não estamos no PCdoB discutindo o comunismo de Lênin, de Marx, de séculos passados. Nós estamos tentando tratar os comuns através do que o Estado tem possibilidade de dispor a esses comuns. Essas análises de que "nunca foi comunista"... (risos) É muito difícil você achar quem é comunista ou esquerdista hoje no Brasil, então isso não vem ao caso. Tem alguns comentários que são mais levianos; tem gente que gosta, que não gosta. Isso é natural, pessoa pública está exposta a isso.

E como pretende trabalhar sua biografia pra chegar ao Senado? Existe uma imagem sua já associada ao Negritude Júnior... para alguns eleitores essa imagem não pode ser contraditória com o cargo de senador?
Eu não acho, o Negritude foi o primeiro grupo musical dos anos 80 e 90 que defendia uma bandeira social. O nome Negritude foi para a TV, nas nossas músicas a gente falava de questões sociais, e não só de amor. Nós fomos o primeiro grupo em São Paulo a presidir uma ONG, na época em que ONG não era moda. Montamos o projeto Negritude na Cohab, que atendia mais de 1,5 mil crianças. Fui para um programa de TV e tratei de questões sociais abertamente na Televisão, dando voz a essas pessoas. Quem acompanha a minha carreira sabe que tem uma contribuição social que me credencia, sim, para participar, opinar no processo político.

E...
Claro, vai ter gente falando "esse cara é um pagodeiro!", muitos não sabem (o que eu fazia). Mas a grande maioria sabe do meu compromisso, dos meus planos. Tinha a TV da Gente que era uma tentativa de provocar as demais TVs com a questão social. Então se quiserem me tratar como um "pagodeiro"...

Como se fosse algo pejorativo...
É, mas as pessoas elitistas têm por princípio rotular, e no Senado, que acaba lidando com questões das mais altas esferas, isso acaba mexendo com todo tipo de gente.

Ainda em relação a sua imagem pública, acredita que episódios como a briga com sua mulher e a briga com o repórter do Programa Pânico podem afetar na campanha?
(risos) Podem sim, mas você tem que colocar também aí que quando eu tinha 7 anos eu briguei com um menino na escola porque ele beliscou minha bunda. Eu sou uma pessoa normal, nunca tive a pretensão de ser perfeito. Tenho defeitos, tenho virtudes e espero que desses dois episódios da minha vida, outros dez tenham sido superiores a eles.

E você ainda tem o pessoal da Cohab pra te ajudar...
(risos) Não é só da Cohab não. As pessoas entendem que se a gente quer dar melhor qualidadade de vida para os mais pobres, os ricos também irão se beneficiar disso. Política tem que servir para isso: melhorar a qualidade de vida dos mais necessitados, e é por isso que eu entrei na política. Se o pessoal da Cohab achar que eu sou uma pessoa que pode discutir essas questões, vou ficar muito feliz. Se a audiência do meu programa - que tem 24% de telespectadores de classe A e B - achar que sou essa pessoa, eu também vou ficar muito feliz.

Essa entrevista foi dada ao Terra Magazine, o site Vermelho, do PCdoB publicou a entrevista, no entanto, extirpou a parte em que fala sobre o "comunismo de Lenin e de Marx".

Flexibilidade na tática e rigidez em que mesmo?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Comício de Luiz Carlos Prestes em 1945

Este filme é de 1945, registra o comício de Luiz Carlos Prestes em São Paulo, no estádio Pacaembu.
Se trata de um ato realizado numa época onde o PCB desfrutou de um período de legalidade, após o fim do chamado Estado Novo. 
Por orientação de Moscou, o PCB passou a defender as bandeiras da democracia, da livre associação e livre organização dos trabalhadores, além de conclamar a todos pela defesa da soberania nacional.
A orientação também recomendava que os comunistas deveriam aliar-se às burguesias nacionais, para contruir a revolução por etapas.

Prestes saúda a classe operária, alerta para os perigos do facismo e do ...Trotskismo.
E, de quebra, cita "o grande" Stalin.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PCdoB renova Comitê Central


 Netinho de Paula - Vereador do PCdoB em SP, ainda não faz parte do CC


O 12º Congresso Nacional do PCdoB foi encerrado neste domingo (8), em São Paulo, com a eleição do novo Comitê Central do Partido, que irá dirigir a legenda até o próximo Congresso, em 2013. A nominata de 101 nomes apresentada aos delegados no início do encontro foi acrescida de mais quatro nomes, e aprovada por ampla maioria. Assim, a nova composição do CC aumenta dos atuais 81 membros para 105. Diversos critérios de composição ajudaram a injetar sangue novo na nova direção comunista.
Os critérios de composição do Comitê Central obedeceram aos seguintes obejetivos: manter e se possivel aumentar o número de trabalhadores sindicalistas dado o caráter proletario dos membros do partido; incorporar trabalhadores do campo; agregar mais jovens, sobretudo de 20 a 30 anos, contribuindo para dimnuir a média etária dos membros do Comitê Central; incorporar mais mulheres, adotando a cota mínima de 30%; incluir quadros mais atuantes na luta de idéias, cientistas, artistas, acadêmicos; ampliar, tanto quanto possível, a presença de presidentes estaduais do Partido e, por fim, conferir a integrantes de comissões a autoridade de membro do CC.
Segundo o secretário nacional de Organização do PCdoB, Walter Sorrentino, que coordenou a comissão eleitoral, o critério que amarra todos os demais critérios é o papel a cumprir no contexto coletivo. "Nenhum comitê central é composto por ranking de capacidade, não é este nosso critério, mas sim o da contribuição que cada integrante dará para a construção de uma direção que tem o desafio de preparar o partido para as novas e importantes tarefas que os comunistas têm pela frente", disse Walter ao paresentar a sugestão de nominata.




Renato Rabelo - Presidente do Partido

Participaram da escolha do novo Comitê Central 868 delegados, dos 954 que foram credenciados. A votação aconteceu através de um sistema eletrônico que tornou bastante ágil e descomplicada a eleição. Antes do processo de votação final, foi aberta aos delegados uma consulta para que pudessem indicar outros nomes além dos que constavam da nominata original. Fruto deste processo, foram incluídos na nominata os nomes de Wander Geraldo, Leila Márcia, David Wylkerson e Chico Lopes, que passaram a integrar a lista de 105 nomes eleita pelos delegados. Outros quatro nomes (Dilcea Quintela, Gilmar Tadeu, Ronaldo Carmona e Luis Carlos Paes) faziam parte de uma lista suplementar, mas não alcançaram votos suficientes para ingressar no novo CC. Os 105 membros eleitos obtiveram apla aprovação, obtendo de 100% a 95% dos votos dos delegados. Dos 868 votantes, 650 concordaram integralmente com a proposta apresentada pela comissão eleitoral e 208 delegados fizeram algum tipo de substituição na nominata. Apenas 10 votos (1,15% do total) foram anulados por não cumprirem o critério de incluir pelo menos 30% de mulheres na nominata.


Comissão Política




Logo após a eleição do novo CC, os membros eleitos reuniram-se para definir quem irá compor a Comissão Política do Partido, composta por 26 integrantes, três a mais que a antiga composição. Quanto ao Secretariado, ficou de ser composto mais tarde, em uma reunião da Comissão Política, dia 11, e outra do Comitê Central. A indicação é de um Secretariado de sete membros, visando reforçar cada vez mais o papel da Comissão na condução política do partido.




Também foi decidida a indicação de Renato Rabelo para continuar à frente da presidência do Partido no próximo período. Renato anunciou que aceitava mais um mandato, o terceiro como presidente do PCdoB. Mas pediu a permissão do CC para proceder, no momento oportuno, os preparativos para a escolha de um companheiro que assuma o cargo no próximo Congresso, em 2013.


Foi feita também a proposta de Luciana Santos para vice-presidente do partido. A secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e ex-prefeita de Olinda foi anunciada por Renato Rabelo como "futura deputada federal e uma das mais votadas no estado". O nome foi recebido com aplausos pelos 105 membros do CC recém-eleito.


Após a reunião do CC, aconteceu o ato político de encerramento. com o anúncio da nova direção e o pronunciamento final de Renato Rabelo, foi declarado encerrado oficialmente o 12º Congresso Nacional do PCdoB, o maior da história do Partido. Como sempre acontece nos eventos partidários, o encerramento deu-se ao som da Internacional e num clima de grande confraternização que irá marcar o 12º Congresso como um dos encontros mais bem sucedidos do Partido Comunista do Brasil.

Veja AQUI a nominata completa do novo CC, com um breve currículo de cada um