Mostrando postagens com marcador MARXISMO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MARXISMO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os 128 anos da morte de Marx


No dia 14 de março de 1883, em Londres, morreu Karl Marx, aos 64 anos. Economista, historiador, sociólogo, filósofo e jornalista, Marx é um destes autores que não podem ser enquadrados em apenas uma área do conhecimento humano. O autor de "O Capital" apresentou ao mundo um estudo aprofundado sobre as origens e a lógica de desenvolvimento do capitalismo. Autor fundador da esquerda moderna, Marx já foi condenado ao esquecimento algumas vezes, mas as repetidas crises do capitalismo sempre renovam o interesse por sua obra.

Leia o artigo em Carta Maior

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pós-Graduação: O Pensamento Marxista Clássico e a Atualidade - Inscrições até amanhã

Último aviso:

 


Enquanto outras entidades e correntes de pensamento aderiram ao sindicalismo de resultados, e, do ponto de vista teórico, não conseguem avançar além do keynesianismo, o SindBancários de Porto Alegre aproxima a academia do movimento e disponibiliza  um curso de vanguarda aos seus associados e sociedade em geral.
Uma parceria entre o SindBancários e a Faculdade Porto-Alegrense (FAPA) está disponibilizando o curso de pós-graduação “O Pensamento Marxista Clássico e a Atualidade”. As inscrições, que vão até 31 de julho, podem ser realizadas no Departamento de Formação do SindBancários ou na secretaria de Pós-Graduação da FAPA (Av. Manoel Elias, 2001, sala 1201, prédio 1). Bancários sindicalizados têm desconto de 10% no valor total do curso.

A proposta é diferenciada. As análises dos textos clássicos do pensamento de Karl Marx e Friedrich Engels e seus principais herdeiros intelectuais receberão uma abordagem múltipla. Os temas que nortearão o curso são economia, política, filosofia, história, sociologia e o marxismo depois de Marx, no mundo e no Brasil. O cronograma, programa, disciplinas e outras informações podem ser encontradas aqui e aqui

O diretor de Formação do SindBancários, Ronaldo Zeni, observa que Marx está mais atual do que nunca. “Entender seus conceitos traz ao SindBancários uma oportunidade de formar uma vanguarda de esquerda capaz de intervir diretamente na realidade social. Esta é a nossa cultura", avalia Zeni.
O presidente do SindBancários, Juberlei Bacelo (D) e Ronaldo Zeni (D) fecham parceria com representante da FAPA

As aulas começam em agosto, na Casa dos Bancários, e acontecem nas segundas e quartas, das 19h20 às 22h50. Estão previstas ainda duas cadeiras na quinta à noite e no sábado, das 8h20 às 11h50. O investimento será de uma parcela, paga no ato da inscrição, mais 18 x R$ 260,40.

Matricula* – Curso de Pós Graduação "O Pensamento Marxista e a Atualidade"

> Onde:
Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424) - Centro - Porto Alegre

> Inscrições:
SindBancários (Departamento de Formação), das 11h às 13h e das 14h às 20h ou Secretaria de Pós-Graduação da FAPA (Av. Manoel Elias, 2001, sala 1201, prédio 1), das 14h às 17h e das 18h às 21h30. Até 31 de julho

> Investimento:
Uma parcela, paga no ato da inscrição, mais 18 x R$ 260,40.

> Informações:

SindBancários - Fone (51) 3433-1235 das 11h às 13h e das 14h às 20h e pelo e-mail formacao@sindbancarios.org.br 

FAPA - Fone (51) 3382.8282 das 14h às 17h e das 18 às 21h30 e e-mail pos@fapa.com.br.

Com informações de SindBancários

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

István Mészáros no Roda Viva - Baixe a entrevista




Baixe a entrevista do filósofo István Mészáros concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2002.
Clique em:
http://rs642.rapidshare.com/files/278283666/rodavidaistmesz.rar

Abaixo a transcrição da pergunta de Emir Sader à Mészáros:

Heródoto Barbeiro: Professor Emir Sader.
Emir Sader: Professor Mészáros, uma distinção essencial na sua obra é aquela entre capital e capitalismo. Limites diferenciados entre um e outro. Na sua visão, os chamados Estados socialistas que desapareceram recentemente [após a queda do Bloco Soviético, ou "queda do Muro de Berlim", em 1989] teriam rompido com o capitalismo, mas não com o capital. Eu queria saber o que seria necessário para romper com o que o senhor chama de "metabolismo do capital"? [processo pelo qual o acúmulo permanente de capital induz transformações na sociedade e na natureza; conceito aparentado com o de "metabolismo social" de Marx, mais genérico, que se refere ao processo de transformação da natureza e da sociedade pela ação da própria sociedade em geral] E, particularmente, no caso da União Soviética, de que forma ela induziu, na sua visão, esse metabolismo? Desde o começo, quando o [Vladimir] Lênin [(1870-1924), líder da Revolução Russa de 1917 e chefe de governo da Rússia de 1917 a 1922] definiu o socialismo como a industrialização mais sovietes [conselhos de operários]; ou quando definiu a NEP [Nova Política Econômica (1921-1929), que fez uma pequena abertura aos negócios privados para evitar o colapso econômico do país]; ou quando o [Josef] Stálin [(1878-1953), sucessor de Lênin na União Soviética] definiu a industrialização forçada; ou se desde o começo, por ser um país periférico, já estava condenado ao metabolismo do capital?
István Mészáros: O grande problema na União Soviética foi o atraso da economia, o atraso da sociedade de modo geral. Na verdade, quando o processo começou, Lênin e os bolcheviques [ala radical dos comunistas russos, que tomaram o poder em 1917] esperavam que a Revolução Russa fosse seguida por outras revoluções. O grande atraso da sociedade pode ser corrigido por essas mesmas sociedades, pela revolução nessas sociedades, como Alemanha, Inglaterra e outras, que avançaram muito mais na indústria e na agricultura. Essa foi uma das tragédias da situação histórica. Os líderes da revolução acreditaram em algo sobre o que não tinham nenhum controle. Porque, se a revolução nos outros países não acontecesse, como de fato não aconteceu, o que poderia ser feito? A resposta de Lênin foi uma resposta quase pessimista. Ele disse: "Não podemos devolver o poder ao czar [título do monarca que governava a Rússia antes da revolução de 1917]. Temos de prosseguir como for possível." É uma operação de manutenção, como costumamos dizer. Uma operação de manutenção, até que a situação se torne mais favorável e possa prosseguir de certa forma. A posição de Lênin, portanto, não foi o que se tornou mais tarde a oposição de Stálin, que era construir o socialismo num único país. É uma idéia fadada ao fracasso. Não é possível construir o socialismo no mundo, neste mundo tão imenso, com base numa economia extremamente atrasada. Para Stálin, essa "operação de manutenção" sugerida por Lênin, que é definida em termos estritamente temporais como um modelo, foi terrível, pois causou conseqüências em outras direções, para outros partidos, para todos aqueles partidos que tentaram seguir a linha de Stálin. Se você admite com honestidade que o que você está fazendo é desenvolver uma sociedade numa base econômica extremamente primitiva e que há modelos mais avançados, isso é uma coisa. Se você, ao mesmo tempo, decreta que esse é o modelo para a transformação socialista, isso só vai causar grandes problemas. Acho que, quando consideramos esses problemas, eles precisam ser reexaminados historicamente. Infelizmente, a tendência dos partidos, no contexto em que operam, é ignorar a dimensão histórica e idealizar a si mesmos. Isso vale não apenas para o partido de Stálin, mas para muitos partidos do mundo todo, inclusive alguns que existem ainda hoje. Eu moro na Inglaterra, e os partidos que governam o país hoje se definem como "novos trabalhistas" e se idealizam exatamente como costuma acontecer com muita freqüência. Acho que, se falarmos seriamente sobre a retomada do programa para uma transformação socialista, e acho que devemos fazer isso, então essa idealização não-histórica precisa ser abandonada. No lugar dessa idealização não histórica, é preciso determinar modelos. Porque Stálin não foi o único a determinar modelos. O modelo imposto na Inglaterra hoje é o modelo do Terceiro Mundo, a terceira pista, o terceiro caminho. O terceiro caminho como modelo. Meu Deus! Parece uma piada de muito mau gosto. As alternativas são bastante dramáticas, então você decide que o modelo é seguir um terceiro caminho. Você não considera nem um nem outro, mas inventa um terceiro! Retornando à União Soviética, o problema foi que essa concepção idealizada de um modelo, o modelo stalinista, causou conseqüências terríveis para outros países, principalmente para a Alemanha, onde a linha stalinista significava que os adeptos da social-democracia tinham que ser denunciados como fascistas sociais. Os social-democratas - uma força socialista em potencial - ficaram contra o consumismo, e vice-versa. E Hitler se beneficiou muito disso. Eu poderia falar do que houve depois no Leste Europeu. Houve muitos problemas, porque foram impostos a essas sociedades esse modelos stalinistas, para os quais havia embasamento na realidade.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

István Mészáros - Ao vivo, hoje, às 19h

“Crise do capital e perspectivas do socialismo”, este é o primeiro módulo do seminário internacional "A crise vista pelos marxismos do século XXI".
Neste primeiro módulo, os painelistas serão Chico de Oliveira, o filósofo húngaro István Mészáros, o sociólogo sueco Göran Therborn e Jorge Beinstein, economista argentino, professor catedrático das universidades de Buenos Aires, Córdoba e Havana.
O evento acontecerá hoje, em São Paulo, na Universidade Católica, às 19h.
Será transmitido ao vivo pela internet AQUI.